Salvador - O maior número de mulheres chefes de família, dentre o total de trabalhadoras nas seis maiores regiões metropolitanas do país, está concentrado na Região Metropolitana de Salvador (BA).
Na RMS, a proporção dessas mulheres com o maior nível de escolaridade (51,6%) é maior que nas regiões metropolitanas do Rio de Janeiro (RJ), São Paulo (SP), Porto Alegre (RS), Belo Horizonte (MG) e Recife (PE).
Em contrapartida, a região metropolitana de Belo Horizonte concentra a maior proporção (44,8%) de mulheres chefes de família que não chegaram a completar o ensino fundamental, ou seja, têm menos de oito anos de estudo.
As informações são de um estudo especial da Pesquisa Mensal de Emprego do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) de agosto deste ano. Divulgado hoje (4), o levantamento mostra um perfil das mulheres que são as principais responsáveis pelos domicílios brasileiros.
De acordo com o IBGE, a região metropolitana do Rio de Janeiro destaca-se entre o maior número de mulheres chefes de família sem cônjuge e com filhos (58,7%) e também entre as que moram sozinhas (23,2%). Porto Alegre tinha a maior proporção de mulheres responsáveis pelos lares, mas com marido (35,6%). O menor número de mulheres sozinhas foi registrado na região metropolitana de Recife (10,7%).
“No geral, entre as mulheres sem cônjuge e com filhos, a maioria (47,1%) tinha pelo menos um filho com idade inferior a 15 anos, enquanto outras (28,5%) tinham todos os filhos com menos de 15 anos de idade, o que expõe claramente que uma única pessoa teve de assumir ao mesmo tempo o sustento dos filhos, os cuidados para com eles e o próprio trabalho doméstico, afetando muito as escolhas das mulheres quanto ao trabalho e gerando desigualdades neste mercado”, destacou a analista da pesquisa, Luciene Kozovitz.
Em relação aos rendimentos, o estudo aponta que as trabalhadoras chefes de família ganham mais do que o restante das mulheres ocupadas. Em média, elas têm um salário de R$ 927,10, enquanto as outras ganham R$ 830,87.
“Este ganho maior justifica-se pelo fato de que quase 13% das chefes de família têm uma escolaridade maior, têm empregos formais e atividades com melhores remunerações”, explicou Kozovitz. |