Salvador - Se, na época do Cinema Novo, Glauber Rocha dizia que "uma câmera na mão e uma idéia na cabeça" era suficiente para a produção de um filme, hoje ele diria que é ainda mais simples. Com a revolução das novas tecnologias, um pequeno aparelho celular é capaz de capturar imagens e qualquer cidadão já pode se arvorar a produzir filmes.
É com esta idéia que o Museu de Arte Moderna da Bahia (MAM-BA) acaba de lançar o festival de cinema "minimetragem" Bahia Celular Filme, evento vanguardista que vai selecionar e premiar filmes produzidos exclusivamente em aparelhos de celular, com 120 segundos no máximo e resolução de 176x144 pixels.
A temática é livre e podem se inscrever pessoas de todo o Brasil, desde que o conteúdo esteja dentro das normas legais de produção audiovisual. Os trabalhos devem ser enviados até 15 de novembro para o site www.bahiacelularfilme.com.br.
Os critérios de avaliação dos filmes passam pela capacidade de aproveitamento dos recursos limitados do celular, transformando tais limitações em uma nova linguagem. Já os critérios de escolha dos premiados serão inovação, peculiaridade e astúcia da idéia apresentada. O festival Bahia Celular Filme inclusive contribui para a democratização das produções artísticas, principalmente, porque não há espaço para este tipo de produção, que está fora do contexto mercadológico.