Havana - Após dois meses de governo interino em Cuba o papel de Raúl Castro ganha um realce e a melhora do estado de saúde de Fidel persistem no país, enquanto espera-se que o presidente reapareça também em dois meses: em 2 de dezembro, nas comemorações adiadas de seus 80 anos.
A histórica exposição do caçula dos Castro, com as rédeas do poder desde 31 de julho, mantiveram-se no primeiro mês, mas o segundo foi modificado com a visibilidade gradual do chefe de Estado interino em sua estréia internacional diante de 56 líderes de outras nações na recente cúpula dos Países Não-Alinhados.
"Parece que chegou para ficar", disse à ANSA um veterano analista radicado há anos em Cuba, como não poucos, que observa atento o inédito processo que o país comunista atravessa, após 47 anos de poder de Fidel.
Após a intervenção cirúrgica que sofreu, o líder da revolução "melhora", fala por telefone, "caminha cada dia mais" e continua atento a cada fato em seu pa'pis, reiterou de diversas formas seu irmão, mas ninguém sabe quando reassumirá o poder.
Daqui a dois meses vence o prazo fixado pelo próprio governante, 2 de dezembro, quando Fidel voltará à cena, nas comemorações de seu aniversário de 80 anos.
O que parece mais claro é que com ou sem Fidel, Cuba não pensa em retornar "ao lixo capitalista neocolonial", como advertiu Raúl esta semana ao encerrar o Congresso da Central dos Trabalhadores e criticar o governo de George W. Bush por sua "lógica absurda de planos de transição para o país".