Tóquio - O titular da Agência de Defesa, órgão com status de Ministério, Fumio Kyuma, se retratou hoje depois de ter dito que a China é uma "ameaça" militar para o Japão, no primeiro tropeço diplomático do governo do novo premier ultra-conservador Shinzo Abe.
"Quero esclarecer que não tinha a intenção de divulgar o ponto de vista de que a China seja uma ameaça", disse Kyuma, depois de que um porta-voz do Ministério de Relações Exteriores em Pequim refutou sua declaração, esperando que isso fosse apenas um lapso.
Junto com o ministro de Relações Exteriores, taro Aso, e o próprio Abe, o titular da Agência de Defesa é considerado um dos principais "falcões" do novo executivo.
Sob uma crescente pressão dos Estados Unidos, o novo premier disse várias vezes que dará prioridade às relações com seus vizinhos, começando pela China, com quem a situação se agravou durante a última parte do mandato de seu predecessor, Junichiro Koizumi.
Recentemente, segundo revelações da agência japonesa Kyodo, Abe não duvidava, em conversas particulares, em desejar a queda do comunismo chinês e mostra uma preferência por Taiwan.
Consultado sobre o assunto, um porta-voz da residência do primeiro-ministro disse que não está a par das revelações feitas pela agência.