Salvador - Entidades ligadas ao carnaval, associações de costureiras, microempresários e pessoas interessadas em participar da chamada pública que vai selecionar propostas para a Fábrica do Carnaval vêm se reunindo com o secretário de Economia, Emprego e Renda (Sempre), Domingos Leonelli, a superintendente da Adesa, Célia Bandeira e técnicos da secretaria, para tirar dúvidas e apresentar sugestões sobre o empreendimento que deve começar a funcionar em novembro, na Avenida San Martin, antiga sede da Limpurb. Muitos deles integraram o projeto piloto realizado no início deste ano no Armazém nº. 1 das Docas, e querem continuar trabalhando.
Para o produtor cultural Roberto Santana, presente a uma das reuniões, o projeto da Fábrica do Carnaval da maneira como foi concebido pela Prefeitura tem tudo para dar certo, entretanto, advertiu que o sucesso do empreendimento vai depender do empenho dos participantes. Assinalou que a administração municipal está oferecendo uma oportunidade excelente para quem deseja se consolidar do mercado de produtos culturais, especialmente voltados para o Carnaval, que podem ser vendidos o ano todo.
Segundo ele, além do potencial de negócios que podem ser feitos com as inúmeras festas que acontecem em Salvador durante todo o ano, muitas escolas de samba do Rio de Janeiro compram produtos em Marrocos. “Atravessam o oceano para ir buscar penas coloridas e outros adereços, imaginem que muita coisa pode ser feita aqui em Salvador e a Fábrica, a depender do empenho de cada um, dentro de pouco tempo pode se transformar no grande centro de vendas”, observou.
O empresário de venda de produtos de artesanato e artista plástico Ivo Gatto, responsável pela feira que funciona no Shopping Barra, onde trabalham 90 barraqueiros, destacou que a Fábrica pode ser um grande centro de produção também de artesanato de qualidade para abastecer o mercado, desde quando 80 por cento do que se vende aqui é comprado em outros locais, inclusive na China. Ele inclusive se prontificou a montar uma escola para desenvolver a produção de artesanato com direcionamento de venda para o mercado já existente.