Relação comercial com o Brasil será ampliada, diz China
AGÊNCIA LUSA
Segunda-feira, 25/09/2006 - 09:39
Macau - O ministro chinês do Comércio, Bo Xilai, afirmou nesta segunda-feira, em Macau, que a China "sempre valorizou" a cooperação com o Brasil a quem compra "grandes quantidades de soja, minério de ferro", mas destacou que há cooperação em outros setores, como o da aviação.
Em coletiva de imprensa no final do Fórum para a Cooperação Econômica e Comercial entre a China e os Países de Língua Portuguesa - evento realizado na ex-colônia portugusa -, Bo Xilai afirmou que no futuro o relacionamento comercial com o Brasil será "ampliado a muitas áreas".
O documento final da reunião de ministros do Fórum Macau, que ocorreu em 24 e 25 de setembro, coloca como primeiro objetivo dos participantes a elevação dos atuais US$ 33 bilhões para US$ 50 bilhões, em 2009, das trocas comerciais entre China e os países de expressão portuguesa Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal e Timor Leste.
Dos US$ 33 bilhões que devem negociados este ano entre China e países lusófonos, mais da metade envolverá o Brasil. Em 2005, as trocas entre brasileiros e chineses chegaram a US$ 12 bilhões, mas esse valor deverá ser acrescido em mais de 60% em 2006, segundo o secretário-executivo do Ministério do Desenvolvimento, Industria e Comércio, Ivan Ramalho.
De acordo com Ramalho, que representou o Brasil no Fórum Macau, as trocas comerciais entre o Brasil e a China deverão atingir este ano US$ 20 bilhões. "A China é atualmente o terceiro parceiro comercial do Brasil", lembrou o número 2 do Ministério do Desenvolvimento, acrescentando que o Fórum "influenciou positivamente as relações".
Fórum Macau
O Fórum para a Cooperação Econômica e Comercial entre a China e os Países de Língua Portuguesa é uma iniciativa chinesa em Macau que visa aproveitar o relacionamento secular do território com a lusofonia para reforçar a cooperação econômica e comercial multilateral com os países de expressão portuguesa.
Criado em 2003, o Fórum conta com a participação da China, Macau, Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal e Timor Leste.
São Tomé e Príncipe, que participou como observador nesta segunda edição da reunião ministerial através da presença da ministra da economia Cristina Dias, não está inserido no Fórum Macau porque mantém relações diplomáticas com Taiwan em detrimento de Pequim.