Oposição cubana chama grupos pró-governo de terroristas
Agência ANSA
Segunda-feira, 25/09/2006 - 22:36
Havana - Um grupo opositor cubano defenderá que o Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas (ONU) inclua as "Brigadas de Resposta Rápida" (grupos pró-governo que hostilizam a dissidência) como "associação terrorista", dentro de uma campanha mais ampla contra a violência social e política.
A coalizão Arco Progressista, ilegal, como toda a oposição em Cuba, promoverá perante o Conselho de Direitos Humanos (integrado por Cuba) a condenação destas brigadas governistas, antecipou-se em um comunicado.
A coalizão condenou a associação de pessoas "promovida ou não pelo Estado" e concebida "para agredir e destruir os dissidentes com qualquer forma de violência e com fins políticos".
A coalizão buscará "a qualificação destas associações como terroristas, como é o caso das chamadas Brigadas de Resposta Rápida, com base no conceito de que não há terrorismo mau e terrorismo bom", completou o comunicado.
A proposta se enquadra na "Ação Urgente contra a Violência" promovida por mais de 100 ativistas e com o apoio de "mais de três mil cidadãos", segundo a nota. Cuba integra o Conselho de Direitos Humanos que substituiu a desacreditada Comissão de Direitos Humanos.
Com a assinatura de seu porta-voz Manuel Cuesta Morúa, o grupo afirmou que buscará o apoio de cidadãos assim como grupos de direitos humanos, sociais e políticos "dentro e fora de Cuba" dispostos a se somarem à iniciativa "no esforço de que a violência desapareça de nossas sociedades".
O Arco Progressista denunciou recentemente a agressão "física e verbal" contra cinco de seus membros que atribuiu a "vizinhos, membros das Brigadas de Resposta Rápida".
Estas brigadas estão integradas por pessoas afins ao governo que impedem ações da oposição, considerada "contra-revolucionária" pelas autoridades.
O Arco exortou o governo cubano, sob o controle interino de Raúl Castro desde 31 de julho devido a uma crise de saúde do presidente Fidel Castro, para que "detenha todos estes atos de terror contra os cubanos". Também pediu o apoio da comunidade internacional à exigência do "cessar definitivo" das agressões contra a oposição.
A coalizão lançou mediante o seu comunicado uma campanha contra a violência, subdividida em Ação Educativa; Ação de Segurança Cidadã e Ação contra o Ideológico e Político.