Jerusalém - Israel rejeitou hoje a proposta de uma "trégua de dez anos" formulada pelo assessor do líder do partido islâmico Hamas e primeiro-ministro palestino, Ismail Haniyeh.
"Não nos interessa, o que queremos do governo palestino para retomar o diálogo é que aceite as condições da comunidade internacional", disse um porta-voz do governo israelense à imprensa ocidental.
Essas condições são "o reconhecimento de Israel, o fim da violência e o respeito aos acordos precedentes entre Israel e a Autoridade Nacional Palestina", disse a mesma fonte.
O assessor do primeiro-ministro palestino, Ahmed Yussef, declarou hoje pela manhã que o próximo governo de unidade nacional da Autoridade Nacional Palestina (ANP) não iria reconhecer o estado de Israel mas propor "uma trégua de 10 anos".
Suas declarações contradisseram as afirmações do presidente da ANP, Mahmud Abbas (Abu Mazen), que garantiu nesta quinta-feira na Assembléia-Geral das Nações Unidas em Nova York, que o futuro governo palestino iria reconhecer Israel.
Hoje, Ahmed Yussef respondeu afirmando que "o governo de unidade nacional não tem em seu programa político o reconhecimento de Israel". "O governo e o movimento Hamas serão contrários ao reconhecimento", declarou.
Mas o assessor acrescentou que a posição do Hamas "para resolver a crise é uma trégua de 10 anos".