Sem acordo, bancários podem paralisar as atividades
Sexta-feira, 22/09/2006 - 11:24
Salvador - Depois de cinco rodadas de negociação sem avanços, os bancários da Bahia já começam a organizar os últimos detalhes para a greve-geral por tempo indeterminado. A assembléia de segunda-feira, 25 de setembro, a partir das 19h, no Ginásio de Esporte, na ladeira do Aflitos, vai definir o início da paralisação, previsto para o dia 26, terça-feira.
A categoria entregou a minuta de reivindicações no mês de agosto à Fenaban (Federação Nacional dos Bancos). No entanto, os banqueiros continuam com descaso e insistem em não conceder acordo justo. Os trabalhadores reivindicam aumento real de 7,05%, PLR de um salário mais um valor fixo e 5% do lucro líquido linear, isonomia de direitos, fim do assédio moral, extinção das metas abusivas, dentre outros itens.
Para tentar evitar a greve, os bancários pressionaram a Fenaban com mobilizações em diversas agências. A greve é a última instância e única forma para assegurar conquistas na campanha e garantir o melhor acordo salarial possível. Com lucratividade exorbitante, acima de R$ 13 bilhões apenas no primeiro semestre deste ano, os banqueiros não têm argumentos para não atender as reivindicações.
PRINCIPAIS REIVINDICAÇÕES
- Aumento real de 7,05%
- PLR de um salário, mais um valor fixo e 5% do lucro líquido linear
- Piso da categoria de acordo com o Dieese, de R$ 1.500 (valor atual R$ 839,93) - Auxílio creche-babá de um salário mínimo, R$ 350 (valor atual 165,34) - Cesta-alimentação de R$ 300 (valor atual 230,02) - Gratificação de caixa de R$ 500 (valor atual R$ 226,65) - 13ª Cesta-alimentação - 14º salário