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Estudo
Juventude carioca desconfia de políticos e está pessimista com futuro
Domingo, 17/09/2006 - 14:08

Rio de Janeiro - Os políticos são a instituição brasileira menos confiável, na visão dos jovens do município do Rio de Janeiro. Cerca de 85% dos cariocas entre 14 e 18 anos não confiam na classe política nacional. A constatação é da pesquisa “O jovem, a sociedade e a ética”, realizada entre julho e agosto deste ano, pelo Ibope a pedido do Sindicato dos Estabelecimentos de Ensino do Rio de Janeiro (Sinepe).

Encabeçando a lista de desconfiança dos jovens nos políticos, estão os deputados e senadores, com 84% de desaprovação. Em seguida, aparecem ministros e secretários (83% de desconfiança), governadores (82%), prefeitos (79%) e o presidente da República (78%).

A juventude carioca também tem alto nível de desconfiança na Polícia (76% dos entrevistados) e na Justiça (59%). Segundo o presidente do Sinepe, Edgar Flexa Ribeiro, a pesquisa mostra que o jovem está decepcionado não só com a política, mas com o Estado brasileiro.

“O jovem está muito realista. Ele está vendo o que acontece em volta dele e está avaliando. Ele é severo em seu julgamento e os exemplos que ele está recebendo não são lá muito formidáveis. Ele abre o jornal, olha em volta e se pergunta: que sentido há nisso tudo? O que vai acontecer?”, diz o educador.

Para Ribeiro, a conseqüência disso é uma visão pessimista sobre o futuro. A pesquisa mostra que 46% dos jovens acreditam que o Brasil será um lugar pior daqui a alguns anos. E a decepção, explica o educador, se reflete no desinteresse pelo processo democrático.

O Ibope também perguntou aos jovens sobre o alistamento eleitoral. A possibilidade de obter o título de eleitor a partir dos 16 anos é de conhecimento de 86% dos entrevistados. Entre aqueles que têm 14 e 15 anos, 66% pretendem tirar o título quando completarem 16 anos e 34% não.

Entre os que têm 16 e 17 anos, apenas 28% se alistaram para votar nestas eleições. Mas 37% deles só devem tirar o título aos 18 anos. A pesquisa, realizada com 812 adolescentes, constatou ainda que os professores e a escola são as instituições mais confiáveis do Brasil, entre a juventude carioca.

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