Cascais - O técnico da seleção portuguesa, o brasileiro Luiz Felipe Scolari, recebeu nesta sexta-feira a medalha de honra de Cascais, cidade da Grande Lisboa onde mora e de onde diz sentir saudades quando passa férias no Brasil.
O técnico admitiu ficar em Portugal além dos dois anos de contrato com a FPF, dando motivos familiares: "Não posso deixar de pensar na família. Um dos meus meninos está estudando, vai formar-se aqui e aqui deverá ficar por muito mais tempo".
"Sinto-me agradecido por esta distinção. Há três anos e meio, escolhi um dos melhores locais de toda a minha vida para residir. Sem saber, penso que foi uma intuição quando cheguei e as pessoas me conduziram até aqui, no início de janeiro de 2003", disse Scolari, em uma cerimônia no Centro Cultural de Cascais.
O presidente da Câmara Municipal (prefeito) da cidade, Antônio Capucho, elogiou a "personalidade ímpar e a competência indiscutível" do "cascalense de adoção".
Scolari foi acompanhado por seus assistentes, os também brasileiros Flávio Teixeira e Darlan Schneider e Fernando Brassard, e pelo filho mais velho, Leonardo, de 22 anos, além do vice-presidente da Federação Portuguesa de Futebol (FPF), Amândio de Carvalho, e do secretário-técnico, Carlos Godinho.
"Já sinto falta da minha casa de Cascais quando vou ao Brasil por 15 ou 20 dias, portanto a minha casa é Cascais, uma cidade bonita, organizada, que nos dá uma oportunidade de vida diferenciada de muitos outros locais", acrescentou Scolari.
Scolari foi para Portugal em 2003, após ganhar o pentacampeonato com a seleção brasileira, na Copa da Coréia/Japão. Este ano, a equipe portuguesa obteve o melhor resultado em Copas do Mundo desde 1966, com o quarto lugar na Alemanha.