Bom Jesus da Lapa (BA) - Quinze anos atrás eram registradas até 16 mortes por afogamento no Rio São Francisco, durante as romarias de agosto e setembro, em Bom Jesus da Lapa. A partir de 1992, com as ações preventivas da Coordenação Estadual de Defesa Civil (Cordec), houve redução do número e, nos últimos quatro anos, nenhum óbito de banhista foi registrado na época dos festejos religiosos.
Segundo o coordenador da Cordec, Artur Napoleão, este é um dos bons resultados da barreira preventiva, que tem por objetivo a segurança global dos moradores e visitantes durante as romarias. Ele chegou na quarta-feira (13) à cidade onde supervisionou o trabalho realizado. Na quinta pela manhã, Napoleão esteve na praia Coroa observando a ação dos bombeiros que estavam de olho nas pessoas que se lançavam nas águas aparentemente calmas do rio.
Para tranqüilidade de adultos e crianças, bóias delimitavam o espaço adequado ao banho. É que a partir da sinalização há correntezas e risco de afogamentos, como explica o tenente Gabriel Penna, do grupamento dos Bombeiros de Vitória da Conquista, um dos parceiros da barreira preventiva da Cordec. Em Barrinha, do outro lado do rio, outra equipe estava de prontidão na praia.
O trabalho coordenado pela Cordec é voltado para proteção da vida, do patrimônio e do meio ambiente inserido no Programa Bahia Alerta: Defesa Civil, na Atividade Prevenção à Situação de Risco. E mobiliza equipes da Secretaria Municipal de Saúde de Bom Jesus da Lapa, Vigilância Epidemiológica e Sanitária do Estado, polícias Militar, Rodoviária Estadual e Rodoviária Federal, Corpo de Bombeiros e Marinha do Brasil, através da Delegacia Fluvial de Bom Jesus da Lapa.
Cerca de mil veículos – ônibus, caminhões e vans – passaram pela barreira preventiva, na rotatória de acesso à cidade, no período de 7 de setembro até a manhã desta sexta-feira (15), quando a operação foi desativada. |