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Emprego na indústria cresce 0,3% em julho
Quinta-feira, 14/09/2006 - 14:23

Rio de Janeiro - O emprego na indústria brasileira avançou 0,3% de junho para julho. A taxa de crescimento foi a mesma em relação a julho de 2005. Esta é a primeira vez, em dez meses, que índice fica positivo na comparação com períodos semelhantes aos do ano passado. No acumulado dos seis primeiros meses do ano, há queda de 0,4% na comparação com o primeiro semestre do ano passado.

As informações fazem parte da Pesquisa Industrial Mensal de Emprego e Salário, divulgada hoje (14) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Segundo o órgão, o resultado de julho reflete o crescimento do emprego em seis das 14 áreas investigadas, com destaque para as regiões Norte e Centro-Oeste (aumento de 9,2% em ambas) e São Paulo (1,4%). Nesses locais, a maior contribuição veio do setor de Alimentos (23,7%) e Bebidas (10,5%).

Os estados que tiveram maior redução no número de trabalhadores em julho foram Rio Grande do Sul (-8,6%) e Paraná (-1,1%). Na indústria gaúcha, o impacto mais negativo veio do setor de Calçados e Artigos de Couro (queda de 20%), enquanto que o segmento de Madeira foi o principal responsável pelo desempenho negativo paranaense, com retração de 9,2%.

Em relação a julho de 2005, o pessoal ocupado aumentou em sete dos 18 setores de atividade pesquisados pelo IBGE. Os segmentos que mais contribuíram para a taxa nacional foram o de Alimentos e Bebidas (6,6%) e o de Refino de Petróleo e Produção de Álcool (15,2%) - este último, influenciado pela safra de cana-de-açúcar. Os principais impactos negativos vieram da indústria de Calçados e Artigos de Couro (-11,5%) e de Máquinas e Equipamentos (-4,9%).

O levantamento também apontou queda de 0,2% na folha de pagamento dos trabalhadores em julho em relação a junho. Na comparação com iguail período do ano passado, o resultado continua positivos: 1,9%. Na comparação do primeiro semestre de 2006 com igual período o ano passado, há alta de 0,9%.

Oito das 18 atividades industriais registraram aumento na folha de pagamento dos empregados. A expansão da folha foi maior nas indústrias de Produtos Químicos (13,6%) e de Máquinas, Aparelhos Eletroeletrônicos e Comunicações (11,7%). As reduções mais significativas nos valores gastos com empregados foram nos segmentos de máquinas e equipamentos (-9,7%) e calçados e artigos de couro (-13%).

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