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Segurança
UFBA vai capacitar policiais com cursos de pós-graduação
Quinta-feira, 14/09/2006 - 18:11

Brasília - O Ministério da Justiça firmou parceria com a Universidade Federal da Bahia (UFBA) para a realização de cursos de pós-graduação gratuitos em gestão da segurança pública. Os cursos são destinados principalmente a policiais civis e militares, guardas municipais e bombeiros, e fazem parte das atividades da Rede Nacional de Especialização em Segurança Pública (Renaesp). A Renaesp foi lançada nesta quinta-feira (14) pelo ministro da Justiça, Márcio Thomaz Bastos, e conta com a parceria de 22 instituições de ensino superior de todo o país.

Com essa iniciativa, a Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp) pretende ampliar o número de policiais especialistas em segurança pública, articular o conhecimento prático com o ambiente acadêmico e incentivar a produção de estudos na área de segurança pública que contribuam para a implementação do Sistema Único de Segurança Público (Susp).

Foram credenciadas 21 instituições para a realização de cursos presenciais e uma instituição, a Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUC-RS), para cursos a distância. Cada universidade receberá R$ 140 mil do Fundo Nacional de Segurança Pública e disponibilizará 50 vagas, sendo dez abertas ao público. Para o curso a distância serão 550 vagas. A PUC-RS receberá R$ 760 mil.

A Senasp selecionou instituições de ensino com as propostas de curso adequadas aos princípios da Matriz Curricular Nacional, elaborada pelo governo federal, e com conteúdos programáticos e metodologias enfatizando princípios de direitos humanos, violência de gênero, liberdade de orientação sexual e enfrentamento da homofobia e da igualdade racial.

As monografias dos alunos deverão abordar as linhas de pesquisa estabelecidas pela Senasp, de acordo com o Plano Nacional de Segurança Pública, e os trabalhos serão utilizados na elaboração de novas políticas e estratégias.

O diretor de Pesquisa, Análise da Informação e Desenvolvimento de Pessoas do Ministério da Justiça, Ricardo Balestreri, afirma que a idéia não é implantar a inteligência clássica policial, que usa técnicas como a infiltração de policiais para obter informações. "Trata-se de uma inteligência no sentido humanístico, no sentido moral. Queremos tornar o policial mais habilitado a fazer um bom trabalho, porque, afinal, policiais não trabalham com coisas, trabalham com pessoas", diz Balestreri.

A meta é formar, a cada ano, 1.600 profissionais na área de gestão em segurança pública no Distrito Federal e em 15 estados (SE, CE, PI, RN, BA, PE, RR, AM, PA, MG, SP, RJ, ES, MT e RS).

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