Juazeiro busca soluções para combate à violência nas escolas
Quinta-feira, 14/09/2006 - 08:04
Juazeiro (BA) - A secretária de Educação de Juazeiro, Walquíria Brito, reuniu-se na tarde de ontem (13) com gestores de escolas da sede e do interior e também com representantes do 3º batalhão da Polícia Militar para discutir formas de combate à violência nas escolares da rede municipal de ensino do município. Durante o encontro, os educadores comentaram sobre casos de agressões, ameaças e indisciplina que não ocorrem apenas entre os alunos, mas também, por pessoas da comunidade e pediram a ajuda da polícia militar na repressão destes problemas.
A prática esportiva, o trabalho de prevenção e de conscientização foram possibilidades citadas entre os participantes do encontro para coibir a violência nas escolas. Muitos gestores solicitaram a PM a implantação do Programa Educacional de Resistência às Drogas e à Violência (PROERD), que trabalha com alunos da 4ª série a prevenção através de atividades educacionais em sala de aula.
A diretora da escola municipal Caic Misael Aguilar, do bairro Malhada da Areia, Maria Aparecida Miranda garante que foi beneficiada com o PROERD e conta que a iniciativa promove excelentes resultados. “Eu sou gestora desta escola há cerca de dois anos quando ainda não tínhamos o PROERD e hoje é possível perceber como o nível de agressividade entre os alunos diminuiu. Acredito que esse trabalho de base é fundamental para a formação de jovens mais equilibrados”, disse.
Juazeiro possui atualmente 107 escolas municipais que garantem educação a 34 mil alunos. A secretária de educação Walquíria Brito informou que a necessidade deste encontro surgiu da preocupação dos professores, gestores e da própria secretaria com o destino das crianças e adolescentes que freqüentam as escolas da cidade.
“Neste primeiro encontro os gestores expressaram suas experiência e foi suficiente para que os representantes da Policia Militar pudessem extrair um diagnóstico inicial do caso. A partir de então, formaremos uma parceira para ajudar a fazer um reconhecimento da situação e conjuntamente, elaborar um projeto de luta pela paz nas escolas”, explicou.