Candidato quer prisão perpétua nos casos de crime hediondo
Terça-feira, 12/09/2006 - 07:14
Salvador - O candidato a deputado federal pelo PDT, jornalista Wellington Ribeiro, prometeu durante discurso-relâmpago no Largo Dois de Julho, centro da cidade, que caso seja eleito fará projeto de lei propondo a prisão perpétua no Brasil para autores de crimes considerados hediondos.
Ribeiro explicou que o projeto prevê trabalho obrigatório para os criminosos condenados à prisão perpétua: "Presidiário que não trabalha é um ônus para o Estado, por isso eles deverão fazer uma retribuição à sociedade através de atividades úteis e produtivas", frisou.
Wellington Ribeiro é candidato a deputado federal pelo PDT com o número 1226.
Entre as atividades que seriam reservadas aos condenados, o candidato citou os trabalhos considerados de alto risco e a utilização deles como cobaias para experiências científicas aprovadas pela Organização Mundial de Saúde.
Ribeiro lembrou que a sociedade e o Estado têm que pôr um fim à violência através de mecanismos de caráter social e punitivo. Ele creditou os altos índices de violência à impunidade reinante no Brasil. "Os delinqüentes cometem crimes porque sabem que a probabilidade de ficarem livres é muito grande".
Para Ribeiro, só existe uma forma do Brasil livrar-se da miséria e da violência: o investimento maciço em educação. "Só a educação vai salvar o Brasil desse ciclo perverso de pobreza e violência, mas parece que nossos governantes ainda não descobriram isso".
Tempo no rádio e na TV -- O candidato Wellington Ribeiro espera que a Justiça Eleitoral julgue com rapidez o recurso no qual ele requer para uso próprio o tempo integral que lhe cabe durante o horário gratuito no rádio e na TV, conforme cálculo realizado pelo Tribunal Regional Eleitoral.
Ele contesta a decisão do PDT de conceder o tempo preferencialmente aos candidatos conhecidos como "puxadores de voto", deixando para os demais alguns segundos para que digam nome, número e cargo.
A ação impetrada pelo advogado Dinailton Oliveira será julgada pelo juiz-presidente da Propaganda e Publicidade do Tribunal Regional Eleitoral, Cícero Landim.
Entre as razões enumeradas por Ribeiro estão sua militância de 30 anos no partido, ser candidato natural ao cargo e seu trabalho como jornalista para o fortalecimento da doutrina trabalhista através da mídia impressa e eletrônica.