Na vitória sobre a Rússia que deu ao Brasil o hexacampeonato do Grand Prix, Sheilla foi a maior pontuadora, com 22 acertos. O bom desempenho e o título seriam motivos mais do que suficientes para comemorar, porém o brilho final veio após a partida. Para coroar a conquista verde-amarela, ela foi eleita a melhor jogadora da competição.
“Vencemos todos os jogos. Tirando alguns errinhos, foi uma campanha praticamente perfeita”, diz Sheilla, que fez questão de dividir o prêmio com todas as companheiras. “Sem elas, não conseguiria nada. O apoio delas em todos os momentos foi fundamental”.
O bom desempenho no Grand Prix não acomoda Sheilla. Ela já pensa no Campeonato Mundial, que começa no dia 31 de outubro, e garante: pode jogar ainda melhor. “Neste Grand Prix, tivemos a chance de enfrentar nossos principais adversários e isso foi muito importante na preparação para o Mundial. Eu procuro evoluir e cada campeonato. O Grand Prix foi bom, mas sei que posso fazer ainda melhor”, diz a oposto, que dedicou o título à avó, Terezinha; à afilhada Helena; e ao noivo, Léo.
Uma boa seqüência de saques logo no primeiro set foi o cartão de visitas de Sheilla na decisão contra a Rússia. “Na fase classificatória, usei um saque mais forte. Na fase final, optei por um mais tático. Faço o que for melhor para a equipe. Mas todo mundo sacou bem. Quebramos o passe delas e isso foi fundamental para a vitória. O bloqueio também funcionou, tocamos em várias bolas”, analisa Sheilla.