Veneza (Itália) - Um belo e poético filme russo "A ilha" (Ostrov) de Pavel Lunguín, encerrou o concurso 63º Festival Cinematográfico de Veneza, porém não concorreu a nenhum prêmio.
O filme aborda espionagem, religião, perdão, valores quase perdidos atualmente e que Lunguín ressuscita colocando os no centro de um dos filmes mais perfeitos de sua carreira.
Em 1976, em um monastério perdido no mar Blanco, o monge Anatoly paga por uma culpa de sua juventude, quando durante a guerra civil foi obrigado a matar um companheiro de armas.
O notável intérprete é Piotr Mamonov, um famoso roqueiro, que hoje vive afastado no campo e que voltou a trabalhar com Lunguín depois de estrear em "Taxi Blues", em 1990. Se o filme estivesse no concurso ninguém poderia disputar a Copa Volpi na categoria de melhor ator.
Em seu sétimo longa-metragem desde 1990, Lunguín renuncia ao caos organizado característico de seu estilo para contar com sossego e em longos planos a história de Anatoly e sua constante necessidade de pedir perdão por seus pecados, contada de maneira excelente pelo roteirista Dimitri Soboliev