Geraldo Alckmin condena ataque de Lula à democracia
Sábado, 09/09/2006 - 14:42
Brasília - O candidato do PSDB à Presidência, Geraldo Alckmin, considerou uma "barbaridade" a declaração do presidente Lula de que democracia "não é só coisa limpa" e que ela às vezes tem "coisas" que causam "preocupação" e "desgosto".
"Não é possível alguém falar assim. É um péssimo exemplo para o país inteiro e revela total falta de apreço pelos valores republicanos. Quem fala isso não deveria fazer política", condenou, ao participar de encontro da Associação dos Magistrados de Brasília (AMB), em Brasília.
A declaração do petista foi feita em comício em Caruaru (PE). Na oportunidade, Lula dividia o palanque com o ex-ministro da Saúde Humberto Costa, indiciado pela Polícia Federal por envolvimento com a máfia das sanguessugas. Costa é candidato ao governo de Pernambuco pelo PT.
Na avaliação de Geraldo Alckmin, o governo petista virou uma “página triste da República brasileira”. Para ele, o Brasil "pode e deve ter um governo honesto, que não compactue com nenhum tipo de corrupção". O Lula não vai a debate, não presta contas, não dá explicação do que ocorreu no seu governo. O povo vai levar as eleições para o segundo turno para fazer o contraditório. Aí vamos ter outra eleição. E ganha quem tiver menor rejeição", afirmou Alckmin.
Para o candidato tucano, as atuais pesquisas revelam apenas a lembrança das últimas eleições. “A disputa de 2006 começa agora com o 7 de Setembro. Essas pesquisas não me impressionam muito, porque as grandes mudanças só ocorrem nos últimos 15 dias da campanha eleitoral", destacou.
O ex-governador de São Paulo alertou para os riscos de uma eventual reeleição do candidato Lula. “No dia primeiro de janeiro, o país já estaria pensando em 2010”, afirmou. "Reeleição do governo Lula seria mais do mesmo. O que não se fez no começo do governo não se fará no segundo mandato", argumentou.
“Um time novo é capaz de fazer. Lula não fez e nada indica que fará em um segundo mandato. Ele surfou no que Fernando Henrique já havia feito e não deu prosseguimento no que o Brasil precisava”, comparou.