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Copom mantém projeção de não reajustar preço da gasolina
Sexta-feira, 08/09/2006 - 14:21

Brasília - O Comitê de Política Monetária (Copom) considera que o preço alto do petróleo no mercado internacional tem sido uma “fonte sistemática de incerteza” nas cotações do produto, inclusive com reflexos de “tensões geopolíticas”. Como conseqüência, “o cenário de preços domésticos da gasolina inalterados vem se tornando progressivamente menos plausível”.

O Copom, no entanto, mantém a projeção de reajuste zero para a gasolina no decorrer deste ano, mas sinaliza que a possibilidade de aumento de preço existe e está cada vez mais forte, uma vez que os preços internacionais do petróleo refletem na economia doméstica por meio de cadeias produtivas como a petroquímica e pela deterioração nas expectativas de inflação dos agentes econômicos.

De acordo com a ata da reunião que o Copom realizou na semana passada, as simulações de correção para os preços internos da gasolina ainda permitem que não haja correção. Nesse segmento de combustíveis, foi mantida também a previsão de reajuste de apenas 0,1% no ano para os preços do gás de bujão.

O BC manteve, ainda, as projeções de 2,7% para correção anual dos preços de telefonia fixa e de menos 0,9% para eletricidade.

No cômputo geral, os preços administrados por contrato, ou monitorados (combustíveis, energia elétrica, telefonia, educação, medicamentos, água, saneamento, transporte urbano e outros) devem aumentar 4,4% em 2006, de acordo com a avaliação prospectiva do Copom, que fica um pouco abaixo da estimativa de 4,5% do boletim Focus, resultado de pesquisa semanal que o BC faz com analistas de mercado sobre tendências dos principais indicadores da economia.

Os preços administrados têm peso de quase um terço na composição do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), usado como parâmetro para a trajetória de metas do governo. Tradicionalmente, os preços administrados têm sido corrigidos acima da inflação dos preços livres, e neste ano estão tendo comportamento mais condizente com a meta de 4,50%, definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN).

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