Annan congratula-se com levantamento do bloqueio israelense
Agência ANSA
Quarta-feira, 06/09/2006 - 23:10
Madri - O secretário-geral da ONU congratulou-se hoje com o levantamento do bloqueio israelense ao Líbano, minutos depois de chegar a Madri onde discute nesta quinta-feira com os dirigentes espanhóis a situação no Líbano e o dossier nuclear iraniano.
"O bloqueio foi levantado, uma questão sobre a qual trabalhamos nos últimos dias e é extremamente importante para o governo e o povo do Líbano", declarou Kofi Annan na sede do Ministério dos Negócios estrangeiros espanhol.
"Agora o governo de Siniora (o primeiro-ministro libanês Fouad Siniora) e o povo libanês podem de novo consagrar-se a reconstrução", acrescentou o secretário-geral da ONU.
"Devo felicitar todos os governos que cooperaram comigo para tornar possível o levantamento do bloqueio", acrescentou.
Annan fora recebido antes no aeroporto de Madri pelo chefe da diplomacia espanhola, Miguel Angel Moratinos, que inicia domingo um périplo de quatro dias ao Médio Oriente.
O secretário-geral da ONU será recebido às 11:00 (06:00 em Brasília) pelo rei Juan Carlos, depois terá um encontro às 12:00 (07:00 em Brasília) no palácio da Moncloa com o chefe do governo, José Luís Rodriguez Zapatero e Moratinos.
A situação no Líbano, para onde a Espanha vai enviar um milhar de soldados depois da luz verde do seu parlamento esperada para quinta-feira ao final da tarde, será o principal tema deste encontro, a par da evolução do dossier nuclear iraniano.
O encontro de Annan e Moratinos será seguido de uma conferência de imprensa prevista para as 13.00 (08:00 em Brasília), segundo o programa oficial.
Annan deverá agradecer ao governo espanhol a sua decisão de contribuir assim para o reforço da Força provisória das Nações Unidas no Líbano (FINUL).
Uma primeira unidade de infantaria da Marinha de 450 homens deixará Espanha "talvez até ao final da semana" para chegar ao Líbano em meados de Setembro, indicou hoje uma fonte do Ministério da Defesa.
Annan deverá ainda abordar em Madri a crise da imigração clandestina africana que atinge o arquipélago espanhol das Canárias "assunto que lhe é caro", segundo os serviços de Zapatero.