Roma - O alemão Michael Schumacher, sete vezes campeão da Fórmula-1, se negou a responder se neste domingo, depois do Grande Prêmio da Itália, anunciará sua aposentadoria, como assegurou hoje o jornal Bild.
"Veremos", se limitou a responder Schumacher, perguntado sobre a versão do Bild de que o piloto anunciaria sua saída da F-1 na coletiva de imprensa posterior à corrida, desde que acabe entre os três primeiros.
"No domingo nosso herói da Fórmula-1 anuncia o final de sua carreira. Um choque para seus fãs", diz o jornal.
"Não podemos comentar tudo. Repetimos que no domingo se saberá algo mais", limitou-se a responder Sabine Kelm, assessor de Schumacher, que está obrigado a ganhar no domingo em Monza para manter as chances de tirar o título do espanhol Fernando Alonso, da Renault.
Segundo o Bild, Schumacher, de 37 anos, correrá depois de Monza as três últimas corridas da temporada (Xangai, Suzuka e Interlagos) e também de sua carreira na F-1.
Os possíveis motivos da decisão do alemão, segundo o jornal, poderiam ser os seguintes: - Não tem garantias de bons resultados em 2007 e teme que o finlandês Kimi Raikkonen, que poderia ir para a Ferrari, seja mais veloz que ele, o que tiraria a dignidade de sua retirada.
- Ross Brown, seu técnico-guru, amigo e confidente, não estará mais na Ferrari em 2007.
- A Ferrari constatou em Istambul que o brasileiro Felipe Massa também pode ganhar, e quer abrir uma nova era com ele.
- A revelação do piloto da Williams, Mark Webber, de que viu Schumacher bebendo duas grandes cervejas, relaxado, como se estivesse "liberado de um grande peso", na quinta-feira antes da corrida de Hockenheim, algo não usual para nele. Em Veneza, Schumacher não quis comentar hoje o assunto, e se limitou a afirmar que deve ganhar neste domingo em Monza para reduzir a vantagem de 12 pontos do espanhol Fernando Alonso.
"Me sinto muito bem, na semana passada fizemos um grande trabalho nos testes. O carro andava muito bem, era mais rápido que os outros, apesar da pouca diferença da Renault", acrescentou Schumacher, que começou na F-1 em 1991.
De acordo com o jornal italiano Gazetta dello Sport, Schumacher afirmou se "sentir mais italiano", após correr por tantos anos na Ferrari: "a experiência em todos esses anos foi muito boa. As pessoas com quem trabalhei não são apenas colegas, mas verdadeiros amigos", afirmou. |