Polícia britânica detém 14 suspeitos de atos terroristas
Agência Lusa
Sábado, 02/09/2006 - 08:08
Londres - A polícia britânica anunciou hoje ter detido 14 pessoas em Londres, suspeitas de estarem envolvidas em operações terroristas, ressalvando não existirem indícios de ligação à alegada conspiração terrorista de 10 Agosto contra aviões de carreira entre Londres e EUA.
Os indivíduos foram detidos por agentes da brigada anti- terrorista da Scotland Yard por suspeita de recrutamento, preparação ou instigação de atos terroristas, no âmbito da aplicação da Lei britânica Anti-Terrorismo, explicou a polícia.
De acordo com um porta-voz da Scotland Yard, a polícia também não registou ligações entre estes 14 detidos e os atentados de 7 de Julho do ano passado contra a rede de transportes em Londres, que causou 56 mortos, incluindo quatro terroristas suicidas, e 700 feridos.
"As detenções [feitas] no Sul e no Leste de Londres decorreram depois de muitos meses de vigilância e investigações", acrescentou o porta-voz.
De acordo com a estação pública de televisão BBC, uma das detenções foi efectuada num restaurante chinês situado na zona de Borough Road (Sul de Londres), perto da sede da South Bank University.
Cerca de 40 agentes irromperam no restaurante, que estaria "a abarrotar de clientes", por volta das 21 horas locais de sexta-feira, indicou a BBC, acrescentando terem sido detidas várias pessoas no local.
Os 14 presumíveis terroristas encontram-se agora numa esquadra do centro de Londres, onde esperam para ser interrogados.
Segunda a legislação britânica anti-terrorismo, em vigor desde este ano, as forças de segurança dispõem de um período máximo de 28 dias, desde o momento da detenção, para interrogar os suspeitos, mas não podem deixar decorrer a totalidade do prazo sem autorização judicial.
No final desse período, a polícia deve apresentar uma acusação formal ou libertar os detidos.
Peter Clarke, chefe da brigada anti-terrorismo da polícia britânica, admitiu que a polícia e os serviços secretos continuam a tentar localizar milhares de pessoas, consideradas directa ou indirectamente envolvidas em actos terroristas.