Mercenários sul-americanos são enviados para o Iraque
Agência Lusa
Sexta-feira, 01/09/2006 - 23:42
Quito - Um grupo de peritos da ONU mostrou-se nesta sexta-feira em Quito "preocupado" pelo recrutamento progressivo pelos Estados Unidos de mercenários sul-americanos para o Iraque.
"O recrutamento de pessoas para o Iraque não é apenas um problema equatoriano, mas latino-americano", afirmou à imprensa a colombiana Amada Benavides, que dirige o grupo de peritos da ONU.
"O nosso grupo constatou com preocupação o aumento do recrutamento de cidadãos sul-americanos como seguranças com salários muito baixos", acrescentou.
Benavides indicou que os recrutas, que "acabam por efetuar tarefas militares", são enviados para o Iraque em "condições desumanas" e referiu que os seus passaportes lhes são confiscados pelos empregadores.
"No âmbito latino-americano temos queixas e definitivamente estes casos estão a aumentar", afirmou.
"No Equador reunimos provas, como em Honduras, onde existem queixas concretas", indicou.
O Grupo da ONU esteve em Honduras onde manteve encontros com as autoridades, com juristas e também com representantes de Organizações Não-Governamentais (ONG).
Amada Benavides indicou que o seu grupo pediu igualmente às autoridades do Peru, do Chile e da Colômbia para poder realizar investigações nos seus países.
Em Agosto, um escândalo explodiu em Quito, onde um antigo bombeiro norte-americano recrutava ilegalmente mercenários colombianos para a guerra no Iraque.