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Lockheed escolhida para construir o sucessor do ônibus espacial
  • Agência Lusa
  • Sexta-feira, 01/09/2006 - 09:11

    Washington - A NASA escolheu quinta-feira o consórcio conduzido pela gigante norte-americana Lockheed Martin para conceber e construir a nave especial batizada como Orion, que vai suceder os ônibus espaciais para levar os norte-americanos à lua.

    A Lockheed Martin estava em competição com um outro consórcio composto pelos norte-americanos Northrop Grumman e Boeing.

    "A Nasa selecionou a Lockheed Martin, como líder do projeto para desenvolver e construir a Orion, a nave espacial norte-americana da nova geração de exploradores do espaço", indicou a agência espacial norte-americana em comunicado.

    O contrato está estimado num total de 8,1 bilhões de dólares para os próximos 13 anos.

    A primeira Orion, também conhecida como CEV (Crew Exploration Vehicule - Veículo de exploração com tripulação), deverá voar em 2014, o mais tardar, com quatro a seis astronautas a bordo.

    A Orion deverá transportar quatro astronautas para a Lua até 2020, o mais tardar, e posteriormente até Marte, indicou a Nasa.

    A catástrofe do ônibus espacial Columbia a 01 de Fevereiro de 2003, a segunda após o acidente com a Challenger em 1986, depois de um primeiro voo de um vaivém em 1981, soou como o fim do programa dos ônibus espaciais, previsto para 2010.

    Os vaivéns e os seus problemas de segurança persistentes convenceram a comunidade espacial norte-americana e a Casa Branca a lançar o projeto Orion.

    A NASA descreve o seu novo sistema de exploração habitada do espaço como "o casamento da melhor tecnologia do Apolo e do vaivém, financeiramente suportável, de simples utilização e 10 vezes mais seguro para os astronautas" graças a um pequeno foguete de socorro colocado sobre a cápsula.

    O lançador da Orion vai chamar-se Ares I e o regresso à Terra da nave espacial vai fazer-se com recurso a pára-quedas.

    Com um diâmetro de cinco metros, a Orion vai pesar cerca de 25 toneladas e o seu volume interior será 2,5 vezes o volume de uma cápsula da Apolo.

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