Tecnologias da Embrapa vão integrar programa de convivência com o semi-árido
Sexta-feira, 01/09/2006 - 11:12
Salvador - Experiências e tecnologias da Embrapa, da Empresa Baiana de Desenvolvimento Agrícola (EBDA) e da organização não governamental Instituto Regional da Pequena Agricultura Apropriada (IRPAA) irão integrar o programa de convivência com o semi-árido que técnicos da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural de Minas Gerais preparam para implantar em cerca de 150 municípios do Vale do Jequitinhonha e do Norte.
As duas regiões do estado mineiro têm condições ambientais bastante parecidas com as áreas secas do Nordeste. Apesar de registrarem média maior de precipitações (700 mm contra 400/500 mm), o Vale e o Norte mineiro têm as chuvas concentradas em um mesmo período do ano, igual ao que acontece nos sertões nordestinos. As duas situações bem definidas dos perí-odos chuvoso e seco aproximam suas realidades agrícolas, em especial a da agricultura famili-ar, explica Valmisoney Moreira Jardim, Gerente Regional da Emater-MG em Janaúba.
Manual – Na semana de 21 de agosto a 1 de setembro, oito técnicos da empresa mineira reali-zam uma visita técnica aos trabalhos realizados pela Embrapa Semi-Árido, a EBDA e o IRPAA, nas áreas de agroecologia, captação de água de chuva, aproveitamento de fruteiras nativas, uso da mandioca na ração animal além de ações públicas voltadas para o desenvolvimento da caprino-ovinocultura. São tecnologias e experiências que favorecem a sustentabilidade produ-tiva e ambiental em um segmento que enfrenta sérias dificuldades, como é o caso da agricul-tura familiar, destaca Elder Manoel de Moura Rocha, da Área de Comunicação e Transferên-cia de Tecnologia da Embrapa Semi-Árido.
Segundo Walmisoney, a visita técnica servirá para somar à experiência que a Emater o traba-lho das instituições nordestinas com a agricultura familiar nas áreas de sequeiro. Com isto, os técnicos da Emater irão compor uma espécie de manual para convivência com o semi-árido com orientações sobre a implantação das tecnologias em âmbito dos municípios do Vale do Jequitinhonha e Norte de Minas Gerais.
O Gerente Regional da Emater explica que o manual será um documento importante nas a-ções da instituição para estimular os agricultores e suas organizações comunitárias, além de prefeituras municipais a implementarem inovações técnicas nos sistemas agrícolas da região. Será, contudo, um documento com orientações para uma adoção flexível: os produtores e municípios deverão avaliar o que é dos seus interesses para adoção. Com base nisto é que a Emater, após a elaboração do manual, irá promover a realização alguns seminários para deba-ter a implantação do programa de convivência.