Retirada precipitada dos EUA arruinará credibilidade americana
Agência Lusa
Quinta-feira, 31/08/2006 - 07:12
Washington - O presidente norte-americano George W. Bush advertiu quarta-feira que uma retirada precipitada do Iraque arruinará a credibilidade dos Estados Unidos e contribuirá para criar uma base terrorista ainda mais perigosa que o Afeganistão dos talibãs.
"Se abandonarmos o Iraque antes do trabalho estar acabado, como alguns exigem, essa será uma enorme derrota para os Estados Unidos na guerra global contra o terrorismo", afirmou Bush.
"Isso arruinará a credibilidade dos Estados Unidos", acrescentou Bush, na véspera do início de uma série de discursos que visam reconquistar a confiança dos norte-americanos a propósito do Iraque na perspectiva das eleições de Novembro.
"Se abandonarmos o Iraque antes do trabalho estar acabado, isso vai criar um Estado terrorista bem mais perigoso do que o Afeganistão dos talibãs, um Estado terrorista com capacidade de financiar as suas atividades devido às reservas de petróleo iraquianas", referiu George W. Bush no seu discurso.
"Isso quer dizer que homens extraordinariamente corajosos terão dado a sua vida para nada e se partirmos antes do trabalho estar acabado eles (os terroristas) continuarão aqui", afirmou.
O presidente norte-americano George W. Bush afirmou ainda que os Estados Unidos continuam a ser respeitados no Mundo apesar das críticas sobre a sua política.
"A América é respeitada. As pessoas continuam a querer vir para a América", afirmou Bush, numa entrevista à cadeia de televisão norte- americana NBC.
"Se perguntarem a alguém no Mundo que queira melhorar a sua vida para onde deseja ir a maior parte vai responder a América", acrescentou o chefe de Estado norte-americano, a propósito da reputação do seu país no Mundo.
O presidente norte-americano admitiu que várias decisões suas são impopulares no Mundo como as de não aceitar o Tribunal Penal Internacional, de não adotar o protocolo de Quioto, para limitar o aquecimento do planeta, ou de invadir o Iraque.
"As pessoas não gostam necessariamente da minha política, mas compreendo-as", disse. "Devemos tomar as decisões com base naquilo que pensamos ser justo. Não devemos tentar ser populares", prosseguiu.
O presidente norte-americano insistiu no trabalho feito pelos Estados Unidos em todo o Mundo. "Alimentamos os pobres. Quando se deu o tsunami (no sudeste da Ásia) foram os Estados Unidos que assumiram os comandos" para os socorrer, acrescentou.