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:: Brasil ::
Justiça
Violência atinge advogada no interior de São Paulo
  • Do site www.oab.org.br
  • Quinta-feira, 31/08/2006 - 09:19

    São José do Rio Preto - Quase 22 horas, a advogada D.G., 49 anos, deixa a sede da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) de São José do Rio Preto, em São Paulo. Ela entra em sua camionete D-20 e dirige até sua casa no bairro Vila Toninho. Enquanto espera o portão eletrônico se abrir, D.G. ouve um barulho no vidro. Assustada, ela olha para fora e já não há mais de tempo de fazer nada. “É um assalto. Desce do carro, anda, anda logo”, diz o criminoso, armado com uma pistola e acompanhado de outra pessoa em uma moto.

    A mulher apavorada sai da D-20 e torce para que o ladrão fuja com o veículo. No entanto, o bandido, inexperiente, não consegue engatar ré. É dado início às quase quatro horas de maior terror na vida da advogada. “Como ele não conseguia guiar, ele me obrigou a assumir a direção do veículo. Dirigi pela rodovia Washington Luís e depois entrei em uma estrada de terra. A todo momento era ameaçada e ofendida pelo assaltante”, diz a vítima. Segundo a advogada, enquanto era vigiada pelo criminoso armado, o motoqueiro pegou seu cartão de crédito com senha e seguiu para Rio Preto para tentar sacar dinheiro.

    Depois de uma hora, o motoqueiro voltou e disse à mulher que não havia conseguido efetuar o saque. Mais uma vez a vítima é obrigada a entrar na camionete. D.G. é levada a outro ponto isolado na rodovia Euclides da Cunha (SP-320), entre as cidades de Mirassol e Bálsamo. Neste lugar o marginal liga para três conhecidos, que depois de uma hora chegam no local em uma moto.

    Os criminosos pegam R$ 50 da vítima, dois celulares e fogem na camionete e na moto. “Fui deixada amarrada em uma cerca com pedaços de panos. Depois de alguns minutos me soltei e engatinhei pelo pasto, com medo de ser vista, até chegar a um posto de combustíveis, onde pedi ajuda”, conta a advogada. Abalada, a vítima pensa em deixar Rio Preto. “É uma situação horrível. Não consegui sequer dormir de tão transtornada. Não tenho coragem de sair novamente”, diz a mulher. (A matéria é do jornal Diário da Região).

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