Marines acusados de matar iraquiano a sangue-frio são julgados
Agência Lusa
Quarta-feira, 30/08/2006 - 23:05
Camp Pendleton, Califórnia - Dois marines compareceram nesta quarta-feira em audiências preliminares perante um tribunal militar na Califórnia para responder pelo homicídio de um civil iraquiano, mas pelo menos um deles deverá escapar à pena de morte.
O cabo Marshall Magincalda, 23 anos, e o soldado da primeira classe John Jodka, 20 anos, são acusados de ter morto a sangue-frio Hashim Ibrahim Awad a 26 de Abril em Hamdania, no norte de Bagdá, e depois ter disfarçado a cena do crime para fazer crer que a vítima era um rebelde.
Quarta-feira à tarde (hora local), perante um tribunal da base de Camp Pendleton, um procurador militar anunciou que não iria requerer a pena de morte contra o soldado Jodka.
"A recomendação do governo é que a pena capital não seja encarada neste caso", declarou o tenente-coronel John Baker.
Nos dois casos, os dois magistrados instrutores encerraram os debates, reservando-se o direito de chamar as partes nos próximos dias. Vão agora examinar as provas e decidir a sequência a dar aos dois processos.
Tecnicamente, só podem efetuar "recomendações" à hierarquia militar que lançou o inquérito e decidir enviar ou não os inculpados a um tribunal marcial.
No total, oito militares - sete marines e um membro da US Navy- foram inculpados a 21 de Junho, nomeadamente de rapto, assassínio e associação de malfeitores no caso de Hamdania.
Todos estes militares estão atualmente em detenção na prisão de Camp Pendleton, a maior base de marines no mundo, a 130 quilómetros a sudeste de Los Angeles.
O exército norte-americano está implicado numa série de escândalos em que soldados são suspeitos de ter morto ou maltratado civis iraquianos a sangue-frio.