Catherine Deneuve defende Festival de Cinema de Veneza
Quarta-feira, 30/08/2006 - 17:05
Veneza - A atriz Catherine Deneuve, presidente do Júri Internacional da 63ª edição do Festival de Cinema de Veneza, que começa hoje na Itália, defendeu o evento afirmando que este é "o festival de maior vanguarda da Europa" atualmente, diante das polêmicas sobre uma suposta rivalidade entre este tradicional festival e o novíssimo Festival de Cinema de Roma, que terá sua primeira edição em outubro próximo.
"Veneza é um festival particular, também pelo lugar no qual é realizado, por seu caráter internacional: teve altos e baixos ao longo dos anos, mas atualmente está vivendo um período de muitos 'altos'. Acho que neste momento é o festival de maior vanguarda da Europa", afirmou Catherine, ao lado do diretor do Festival, Marco Muller, durante a apresentação dos três júris que atuarão na mostra: aquele presidido pela atriz, outro que entregará os prêmios da mostra paralela Horizontes e um terceiro, que entregará o prêmio "Venezia Opera Prima Luigi De Laurentiis".
"Sou muito ligada ao Festival, até porque a primeira vez que vim aqui foi em 1967, por 'A Bela da Tarde', que venceu o Leão de Ouro", explicou a atriz, que já resolveu como irá exercer suas funções no Festival. "Não usarei minha função para me impor, mas tentarei dirigir a conversa de modo que se crie uma corrente comum entre pessoas de diferentes nacionalidades. Já estive em outros júris e sei o quanto é importante haver conversas claras e diretas", explicou.
Junto a Catherine, também atuarão no Júri Internacional da competição os cineastas Michele Placido (Itália), Juan José Bigas Luna (Espanha), Cameron Crowe (Estados Unidos), Park Chan-wook (Coréia do Sul), a atriz russa Chulpan Khamatova e o produtor português Paul Branco.
"Acho que em Roma ninguém quer desbancar a mostra (de Veneza). Veneza é o festival mais antigo, descobriu e premiou autores consagrados da história do cinema, enquanto Roma está para começar um caminho. Apenas dentro de 4, 5, ou 6 anos será possível começar a haver uma disputa entre os dois festivais", opinou Michele Placido, destacado ator e diretor italiano, autor de "Uma Viagem Chamada Amor".