Washington – Os pais o trancaram sozinho em uma espécie de depósito por dois dias, para participar de uma reunião familiar. Quando voltaram para casa, estava morto. Decidiram então se livrar do corpo e o queimaram, contando à polícia que ele tinha desaparecido.
Foi o fim dramático de Marcus Fiesel, 3 anos, com problemas de desenvolvimento, vítima dos seus pais adotivos: Liz e David Carroll denunciaram o seu desaparecimento no começo do mês em Ohio.
A denúncia foi realizada pelo telefonema anônimo que informou a polícia da morte de Marcus e do local onde estava o corpo. Agora, Liz e David são acusados de homicídio culposo, ocultação de cadáver, maus-tratos a menor de idade e outros crimes.
O desaparecimento do menino, cuja busca mobilizou muitos voluntários, se revelou um fato bem mais dramático e macabro, que mais uma vez questiona os critérios usados pelos serviços sociais nos Estados Unidos para selecionar os casais aos quais entregar crianças em adoção.
De fato, muitos casais se oferecem para receber os menores sem família atraídos pelas ajudas financeiras pertinentes, sem depois garantir às crianças a eles confiadas os tratamentos adequados.
Os Carroll teriam descoberto Marcus morto em 4 de agosto, voltando da visita aos parentes. Depois de queimá-lo, esconderam seus restos em uma chaminé de pedra abandonada em uma área rural, recoberta por uma densa vegetação.
Em 15 de agosto, Liz e David denunciaram à polícia que o menino tinha se afastado deles durante um passeio no parque, aproveitando-se de um mal-estar da mãe.
O casal está preso. O juiz Joe Deters disse que "nem um cachorro é tratado deste modo". A pena para os Carroll promete ser muito pesada.