Salvador - Segundo o pneumologista Guilhardo Ribeiro, presidente da Sociedade de Pneumologia da Bahia, no Brasil morrem por dia seis pessoas com doenças relacionadas ao tabagismo e, no mundo, são registrados 200 mil óbitos anuais.
Em Salvador, o dia de hoje (29) será marcado por abraços comprometidos com duas causas: a comemoração do Dia Nacional de Combate ao Fumo e a preservação da saúde patrimonial da primeira escola de medicina do Brasil, da Universidade Federal da Bahia.
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O evento, que ocorrerá no entorno da Faculdade de Medicina do Terreiro de Jesus, Centro Histórico, das 10:30 às 12 horas, é uma iniciativa da Sociedade de Pneumologia da Bahia em cooperação com a Sociedade Brasileira de Clínica Médica - Regional Bahia, Sociedade Brasileira de Cancerologia e Faculdade de Tecnologia e Ciência.
Na oportunidade os profissionais de saúde estarão orientando a população sobre a importância de optar por nunca fumar e para a importância de os fumantes deixarem de fumar, porque os benefícios são recompensadores a curto prazo. Também serão distribuídas 500 camisetas da campanha.
Palestras - Às 19h30, na sede da ABM- Associação Baiana de Medicina, acontecerá o ciclo de palestras também promovido pela Sociedade de Pneumologia da Bahia onde temas como " Fumante Passivo", " Fatores Psico-sociais que levam a opção pelo Tabagismo" e "Tabagismo e Adolescência" serão discutidos em caráter multidisciplinar com a participação de pneumologistas, clínicos gerais, psiquiatras, oncologistas e fisioterapeutas.
Segundo o pneumologista e clínico geral Adelmo Machado, pesquisador doutorando da UFBA sobre o assunto " Adolescência e Tabagismo", os adolescentes estão optando por fumar estimulados também por mais um perigoso oponente: o álcool, consumido em larga escala a qualquer hora do dia, às vezes associado com o uso da maconha.
Na oportunidade, Adelmo Neto estará divulgando as informações preocupantes e mais atualizadas da sua pesquisa de doutorado. Segundo o pesquisador, o que está sendo claramente observado em nível comportamental é a discrepância do nível de comprometimento das escolas em relação aos pais e responsáveis dos alunos.
"As instituições de ensino estão fazendo uma grande força-tarefa na promoção da saúde, enquanto que as famílias dos adolescentes parecem estar transferindo esta responsabilidade que na verdade, pertence ao âmbito de educação doméstica e determinação de limites", adverte Dr. Adelmo Neto.