Madri - Cerca de 490 imigrantes foram encontrados mortos este ano entre o litoral africano e o espanhol depois de tentarem chegar às Ilhas Canárias, informou hoje o vice-conselheiro de Assuntos Sociais e Imigração do Governo das Canárias, Froilán Rodríguez.
A Cruz Vermelha e a Meia-Lua Vermelha acreditam, por outro lado, que entre duas mil e três mil pessoas desapareceram no mar este ano.
As autoridades da Mauritânia resgataram no domingo os corpos de 15 pessoas na praia de Nuakchot, depois do naufrágio da embarcação na qual estavam.
Desde janeiro passado chegaram às Ilhas Canárias cerca de 19 mil imigrantes subsaarianos, o que representa um sensível crescimento com relação ao ano passado, quando chegaram cerca de cinco mil.
A vice-premier, María Teresa Fernández de la Vega, pedirá amanhã, em uma viagem a Helsinque, na Finlândia (país que exerce a presidência de turno da União Européia) e a Bruxelas, recursos "mais eficazes" para enfrentar a situação da imigração ilegal.
De la Vega disse que "todos os países da União Européia devem envolver-se mais na busca de soluções aos movimentos migratórios irregulares, porque aqueles que chegam ao nosso litoral chegam também ao continente europeu".