CSN faz acordo com chineses para fábrica em Minas Gerais
AGÊNCIA LUSA
Segunda-feira, 28/08/2006 - 09:43
Macau, China - A brasileira Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) fez um acordo com os grupos chineses Shenyang Heavy Machinery e Chengdu Design Institute para a construção de uma unidade de produção de clínquer - um dos estágios da fabricação de cimento - em Arcos, Minas Gerais.
O clínquer é um produto granulado obtido a partir da queima de uma mistura de calcário e argila e uma das principais matérias-primas para a produção de cimento.
De acordo com diretor da CSN Cimentos, Marcus Paim, o acordo, que inclui o projeto de engenharia e o equipamento (forno), foi assinado na semana passada com os grupos chineses das províncias de Liaoning e de Sichuan.
A construção e a montagem da unidade, com uma capacidade de 825 mil toneladas, ficarão a cargo da CSN, representando 50% do investimento total previsto, de US$ 185 milhões (quase R$ 400 milhões).
A Chengdu Design tem desenvolvido projetos de fábricas para grupos como a Holcim e Lafarge, líderes mundiais do setor.
A CSN pretende produzir 3 milhões de toneladas de cimento a partir de 2008, aproveitando o calcário existente em sua mina de Arcos os resíduos dos altos-fornos da siderúrgica de Volta Redonda, no Rio de Janeiro - 1,5 milhão de toneladas por ano.
O clínquer e esses resíduos serão moídos e transformados em cimento em duas fábricas a serem instaladas em 2007 em Volta Redonda.
O alvo da CSN é o mercado do sudeste, região que consome metade do cimento produzido no Brasil - que em 2005 foi pouco mais de 36 milhões de toneladas. A empresa espera obter a licença ambiental para a fábrica de Arcos até o final do ano.
A Companhia Siderúrgica Nacional foi criada em 1941 após um acordo entre os governos brasileiro e norte-americano para a construção de uma fábrica que fornecesse aço aos aliados durante a Segunda Guerra Mundial. Privatizada em 1993, é a maior indústria siderúrgica da América Latina e uma das maiores do mundo.
Sua principal fábrica produz atualmente cerca de 6 milhões de toneladas de aço bruto e mais de 5 milhões de toneladas de laminados por ano, sendo considerada uma das mais produtivas do mundo. Além disso, controla fábricas nos Estados Unidos e em Portugal.