Maioria dos libaneses não confia na força das Nações Unidas
Agência Lusa
Sábado, 26/08/2006 - 14:12
Beirute - A maioria dos libaneses não confia que a força internacional das Nações Unidas no Sul do Líbano (FINUL) possa impedir uma ofensiva israelita, segundo uma sondagem divulgada hoje.
À questão "Tem confiança na força internacional proposta para o Sul do Líbano para dissuadir uma futura agressão israelita?", 64,9 por cento dos inquiridos respondeu negativamente e esta proporção atinge mesmo os 88,9 por cento entre os xiitas (48,7 por cento entre os cristãos).
A maioria dos inquiridos, 74,5 por cento, afirmou ainda não acreditar que a paz com Israel seja possível.
A sondagem, publicada hoje no jornal libanês de língua inglesa The Daily Star, foi efetuada entre 18 e 20 de Agosto pelo Centro de Pesquisa e Informação de Beirute, o principal organismo de sondagens e estatísticas libanês.
O estudo foi efetuado com uma amostra de 800 pessoas, representativas das quatro principais confissões do país: sunitas, xiitas, drusos e cristãos.
Portugal é um dos países europeus que vai participar nesta força que a comunidade internacional enviará para Líbano, no âmbito das Nações Unidas.
Segundo o ministro dos Negócios Estrangeiros Luís Amado, os europeus serão responsáveis por cerca de metade da força de 15.000 homens que farão parte da FINUL (Força Interina das Nações Unidas no Líbano).
Na reunião dos ministros dos Negócios Estrangeiros europeus participou também o secretário-geral da ONU, Kofi Annan, que propôs que a Itália assuma o comando da FINUL a partir de Fevereiro de 2007, assumindo a tarefa até agora desempenhada pela França.
A FINUL está presente no Líbano desde 1978, mas a resolução 1701 do Conselho de Segurança da ONU, aprovada no passado dia 14 para cessar as hostilidades entre o exército israelita e o movimento xiita libanês Hezbollah, dá-lhe um mandato mais alargado e uma missão diferente da que tinha vindo a desempenhar até agora.