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Corrupção
Ex-ministro da Saúde e ex-tesoureiro do PT indiciados por fraudes
  • Agência Lusa
  • Sábado, 26/08/2006 - 14:29

    Brasília - O ex-ministro da Saúde, Humberto Costa, e o ex-tesoureiro do Partido dos Trabalhadores (PT), Delúbio Soares, foram indiciados pela Polícia Federal por suposta participação em fraudes na compra de produtos derivados do sangue, foi hoje divulgado.

    O ex-ministro do governo Lula da Silva foi acusado de corrupção passiva, formação de quadrilha e fraude.

    Candidato do PT ao governo do Estado de Pernambuco, Nordeste do Brasil, nas eleições de Outubro próximo, Costa afirma ter sido o primeiro a denunciar o escândalo, em 2004, e garantiu que provará sua inocência.

    O ex-tesoureiro do PT, que esteve no centro do escândalo do "mensalão", e outras 40 pessoas, entre servidores públicos, empresários e representantes de laboratórios estrangeiros, estão também na lista de suspeitos pelo envolvimento nas fraudes em concursos para a compra de hemoderivados.

    As irregularidades atribuídas aos chamados "vampiros da Saúde", como ficou conhecido o escândalo, começaram a ser investigadas em Março de 2003, a partir de denúncia feita ao Ministério Público Federal.

    Em Maio de 2004, a Polícia Federal realizou em Brasília, Rio de Janeiro e em São Paulo a "Operação Vampiro", que resultou na prisão de 17 envolvidos, sendo que seis eram funcionários do Ministério da Saúde.

    Após a operação, o ex-ministro exonerou 25 funcionários, entre eles o então responsável pela Coordenadoria de Recursos Logísticos do Ministério da Saúde, Luiz Cláudio Silva, que havia sido levado para o posto pelo próprio Costa.

    De acordo com as investigações, as fraudes nas compras de medicamentos destinados ao tratamento de hemofílicos, entre 1990 e 2003, podem chegar a 2,3 bilhões de reais (837 milhões de euros) .

    Os produtos derivados do sangue chegavam a ser comercializados com fornecedores até 80 por cento mais caros.

    O inquérito sobre o caso foi enviado à Justiça Federal em Brasília, que o encaminhou ao Ministério Público Federal para uma decisão sobre pedido de abertura de ação penal.

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