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Comércio
Negócios de confecções teve adesão de 100 lojistas
Sábado, 26/08/2006 - 12:00

Salvador - A 2ª Rodada Baiana de Negócios de Confecções teve adesão de 100 lojistas interessados em conhecer melhor a produção têxtil da Bahia. O número de inscritos superou em mais de 40% as expectativas do Sebrae, organizador do evento junto ao Sindvest de Salvador e Feira de Santana e do Arranjo Produtivo Local da Rua Uruguai. Os encontros para negociação começam no dia 30 de agosto às 8h30min no Hotel Sol Bahia Atlântico, com término na sexta-feira (1º) .

Nos três dias de evento devem ocorrer mais de 600 encontros para negociação. Os lojistas inscritos vão conhecer os produtos de 21 indústrias de confecções de Salvador e Região Metropolitana, Feira de Santana e Jequié. Além disso, eles terão contato com quatro instituições financeiras (CEF, BB, Desenbahia e BNB), que estarão disponibilizando linhas de créditos especiais para empresas participantes. Segundo os organizadores a edição 2006 da rodada deve gerar um volume de negócios de cerca de R$ 1 milhão.

Entre os lojistas inscritos o clima é de expectativa para conhecer as novidades da indústria. “Participamos no ano passado e ainda mantemos algumas parcerias estabelecidas”, conta o proprietário da loja Larucha, Valdemar Leal. Há 15 anos no mercado da moda, Leal diz que ainda existe um longo caminho a ser percorrido pela indústria local. A Larucha trabalha com 80% de suas mercadorias fabricadas em São Paulo, Rio de Janeiro e Santa Catarina e apenas 20% de produtos da Bahia.

Para Antônio Jorge França, da HM Modas, a expectativa é encontrar novidades em moda masculina. “O maior foco da rodada é a moda praia, já sugerimos no ano passado uma ampliação do mix, mais variedade e a inclusão de novas indústrias nas negociações”, explica França. A grande maioria dos produtos vendidos na HM vem de São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais. O principal atrativo de comprar da indústria local é não precisar antecipar o pagamento do ICMS, considera. “Quando o produto vem de fora do estado, precisamos pagar o imposto antes de vender a mercadoria“, conta. Além disso, a proximidade com o fabricante possibilita economia com frete e deslocamentos.

Expectativa - Do lado dos fabricantes, a rodada é esperada com ansiedade. A empresária Maria Eunice de Souza Habibe, da Ilha Morena Indústria e Comércio de Confecções Ltda, participa pela segunda vez dos encontros de negócios. “Depois da participação no ano passado, nossas vendas cresceram dez vezes”, comemora. A indústria teve que contratar funcionários e aumentar o número de terceirizados que atendem à demanda da produção. Hoje, a moda da Ilha Morena pode ser encontrada em lojas dos principais shoppings de Salvador além do comércio de Lauro de Freitas, Camaçari e demais municípios da Região Metropolitana. Mesmo antes do início da rodada, Eunice conta que a procura pelas mercadorias já aumentou. “Muitos lojistas já nos procuraram para fechar negócio antes mesmo do evento para garantir a parceria”, festeja a empresária.

Em Feira de Santana, as fábricas de vestuário também preparam o mostruário para participar da rodada de negócios. Este é o primeiro ano que indústrias da cidade estão participando de eventos como o organizado pelo Sebrae. Três empresas já confirmar a participação: a Dêié Confecções levará as novidades em moda infantil e juvenil, a Cia 29 e a Patro apresentam suas coleções de moda feminina. Dilton Vita Barros Jr., da Dêié, já está preparando as bermudas e camisetas surfwear que vai apresentar aos 12 clientes novos que foram agendados para sua empresa. “A expectativa é a melhor possível porque sabemos que o mais importante neste tipo de oportunidade são os contatos que fazemos e que proporcionam negócios o ano todo”, explica Barros Jr.

A primeira edição da rodada aconteceu em outubro do ano passado na Casa do Comércio. Durante dois dias, cerca de 400 encontros entre lojistas e indústrias de confecções foram realizados. O APL de Confecções da Rua do Uruguai reuniu 14 indústrias que atenderam 64 empresas durante a rodada. Os negócios alavancados pelo evento de 2005 movimentaram cerca de R$ 840 mil.

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