Brasília - A segunda fase de trabalhos da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito das Sanguessugas já produziu um banco de dados com nomes de suspeitos de irregularidades ligados ao Poder Executivo nos âmbitos federal, estadual e municipal. A relação é resultado da varredura que os técnicos da CPMI fazem em todo o acervo de documentos e depoimentos já colhidos.
Os nomes são de suspeitos de envolvimento em fraudes na compra de ambulâncias por prefeituras e também em irregularidades na aquisição de veículos de apoio a projetos dos Ministérios da Educação e da Ciência e Tecnologia.
O sub-relator encarregado das investigações do Executivo, deputado Júlio Redecker (PSDB-RS), explicou que o banco de dados vai orientar a CPMI quanto à necessidade de novos depoimentos. "Vamos aprofundar a apuração e ver a conveniência de chamar ou não para depor essas pessoas", afirmou.
Redecker pretende ouvir novamente o empresário Luiz Antonio Vedoin, apontado como chefe da "máfia das ambulâncias". O objetivo é conhecer documentos e fatos relativos ao envolvimento nas fraudes na saúde de integrantes das três esferas do Poder Executivo (federal, estadual e municipal).