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:: Bahia ::
Polêmica
OAB denuncia projeto excludente de nova lei para Justiça
Quarta-feira, 23/08/2006 - 09:47

Brasília - O presidente nacional da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Roberto Busato, vai denunciar no Conselho Nacional de Justiça (CNJ) que o Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA), depois de anos seguidos sem tomar providências para melhorar a situação caótica do Judiciário, apressou a criação de uma nova lei de organização judiciária para o Estado, em total desconhecimento dos advogados, promotores públicos e magistrados. O flagrante desrespeito aos entes que militam naquela Justiça foi relatado a Roberto Busato pelo presidente da Seccional da OAB da Bahia, Dinailton de Oliveira.

Ao tomar conhecimento que o TJ-BA teria montado um anteprojeto de lei de uma nova lei de organização judiciária para a Justiça baiana, Dinailton espantou-se com o fato de a magistratura, o Ministério Público e a advocacia sequer terem sido consultados para auxiliar na elaboração do documento. “Queremos uma lei que atenda a todos, principalmente à sociedade, que é quem mais sofre com um Judiciário lento e que não funciona”, afirmou Dinailton.

Além de sempre ter criticado a existência de uma lei de organização judiciária defasada para a Justiça - datada de 1979 -, a OAB da Bahia vem relatando outros graves problemas do Judiciário do Estado, como a falta de serventuários e um número insuficiente de juízes para as Comarcas do interior. Essas constatações e as reivindicações da OAB baiana foram levadas a conhecimento do CNJ na sessão do dia 31 de janeiro deste ano. Ao ser alertado pela OAB, o CNJ firmou um convênio com as autoridades propondo a adoção de uma série de medidas para modernizar aquela Justiça.

“Estamos apreensivos até porque foi firmado este convênio entre os três poderes da Bahia que previa que técnicos do CNJ fariam um levantamento das necessidades dessa Justiça”, explicou Dinailton Oliveira. “Agora o TJ-BA quer apressar de qualquer jeito e mandar para a Assembléia o anteprojeto de uma lei que não sabemos se atende às necessidades do povo, da advocacia e nem mesmo da magistratura”, acrescentou.

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