Turim - A Juventus decidiu hoje recorrer à justiça comum italiana para pedir por sua permanência na primeira divisão, depois que os tribunais esportivos a puniram com o rebaixamento para a Série B por atos de corrupção.
O Conselho de Administração do clube acertou nesta segunda-feira, em reunião extraordinária, apelar perante o Tribunal Administrativo Regional (TAR) a pena que condenou a Juventus ao rebaixamento, e que a obriga a começar a nova temporada com 17 pontos a menos.
A apresentação de uma ação perante a justiça comum para mudar uma sentença esportiva viola os estatutos do futebol italiano e também os da Uefa e da Fifa.
Dirigentes da Juventus foram considerados culpados por subornar árbitros e acertar resultado nas últimas duas ligas, o que fez com que a equipe também perdesse os títulos que havia conquistado em ambas, e ficasse impedida de disputar a Copa dos Campeões.
Na sexta-feira passada o Comitê Nacional Olímpico Italiano (Coni) rejeitou a apelação apresentada pelo advogados da Juventus, e manteve firme a sanção que no final de julho foi aplicada pelo Tribunal Federal da Federação Italiana (FIGC), que reduziu apenas a quantidade de pontos perdidos pela equipe de Turim (de 30 para 17) em relação à sentença aplicada em primeira instância.
"Estamos decepcionados pela decisão, iremos adiante por nosso caminho. A Juventus vinha com a intenção de chegar a um acordo e o tom do encontro foi positivo. O resultado, entretanto, não", havia dito Giobanni Cobolli Gigli, presidente do clube, na sexta-feira passada.
"Permanecemos na Série B com um pena de 17 pontos. É uma sanção excessiva, e continuamos buscando uma pena dentro da Série A", disse o dirigente.
Fiorentina e Lazio, inicialmente rebaixadas para a Série B, conseguiram permanecer na primeira divisão, com uma perda de pontos, após a apelação perante a FIGC. O Milan, por sua vez, teve sua pena por pontos diminuída na segunda sentença, o que permitiu sua participação na Copa dos Campeões.