Ilhéus (BA) - A mudança do quadro funcional próprio por terceirizados das agências modelo-Coelba desencadeou insatisfação em diversas comunidades em todo o Estado. São mais de 15 agências que terão seus serviços alterados, caso a Coelba implante o projeto de reestruturação. No final de julho, a comunidade de Paulo Afonso e representantes da Câmara de Vereadores fizeram um ato de protesto em frente a agência.
Na ocasião, foi feito um manifesto que será encaminhado para Agerba, Aneel, Ministério Público, Secretaria de Minas e Energias - Bahia e Ministério da Minas e Energias, relatando a insatisfação da população que acusam “a Coelba de considerar apenas o componente econômico e não levar em consideração todas as demais peculiaridades de Paulo Afonso, e região, para fazer a troca da mão-de-obra própria pela terceirizada, precarizando ainda mais a qualidade do serviço que presta à comunidade”. No município de Jacobina, a direção do Sindicato dos Eletricitários da Bahia – Sinergia - esteve reunida com o prefeito Rui Reis Matos Macedo, onde expôs o problema que acarretará com o fim das agências-modelo. O prefeito se comprometeu de encaminhar Nota Pública para a Câmara dos deputados local, à Agerba, à ANEEL, Ministério Público e à União dos Prefeitos da Bahia(UPB), solicitando uma intervenção do que ele chamou de afronta a comunidade. Uma Audiência Pública para discutir com a comunidade a terceirização das agências Coelba está agendada para este mês, conforme informou o presidente da Câmara de Vereadores de Jacobina, Carlos de Deus. “Vejo a terceirização das agências-modelo de Jacobina e de outras regiões com muita tristeza. A mudança do quadro funcional próprio por terceirizados pode comprometer indiscutivelmente a qualidade dos serviços prestados pela Coelba. Não é justo agora, acabar com um atendimento formado por pessoas com mais de 20 anos de casa, que conhecem a população e sabem de seus problemas por pessoas despreparadas. Portanto, quem perde com isso é o município e a região”, relatou Carlos de Deus. De acordo com Regino Marques, coordenador geral do Sinergia, a Coelba não pode terceirizar os serviços sem primeiro consultar a comunidade local. “A comunidade não pode ficar sem o modelo padrão Coelba. Sair de um atendimento de qualidade com pessoal próprio para ser atendida com terceirizados, sem qualificação, treinamento e sem poder de decisão”. A transferência das agências para o comando das empreiteiras vai acarretar sérios problemas para a comunidade que depende dos serviços de energia, já que as contratadas não têm estrutura nem qualificação para executar os serviços. Também acarretará transtornos para os funcionários da concessionária, já que serão transferidos para cidades distantes, ficando longe da família. Trabalhadores com mais de 20 anos de empresa, cientes das tarefas a executarem, serão substituídos por trabalhadores novos, sem experiência e condições técnicas para executar os serviços. Cidades em que agências serão controladas por empresas terceirizadas: Porto Seguro, Paulo Afonso, Alagoinhas, Bom Jesus da Lapa, Brumado, Guanambi, Serrinha, Senhor do Bomfim, Jequié, Ibotirama, Ilhéus, Ipiaú, Itaberaba, Teixeira de Freitas, Valença, entre outras. |