Salvador - Com previsão de ser licitado em 2007, o primeiro projeto federal de Parceria Público-Privada (PPP) teve o seu cronograma de obras questionado pelo secretário do Planejamento da Bahia, Armando Avena. É que a concessão das rodovias BR324 (entre Salvador e Feira de Santana) e BR116 (até a divisa com Minas Gerais), prevê a instalação imediata das praças de pedágio, mas define entre o primeiro e o quinto ano a reabilitação da rodovia e a construção da terceira pista da BR324. Desta forma, a implantação dos benefícios pode ser iniciada apenas após cinco anos de cobrança da taxa.
O correto seria a implementação do pedágio depois ou, ao menos, ao mesmo tempo que as obras, de modo a aumentar a produtividade da rodovia. Da maneira como está definido, o cronograma onera o custo do frete imediatamente e protela os benefícios para até o final do prazo?, reclama Avena. Ele assegura ser ainda mais grave o fato do cronograma prever que a duplicação da BR116, entre Feira de Santana e a BR242 - que tem alta densidade de tráfego - só seja realizada entre o quinto e o 10º ano de concessão. O mesmo se dá com a duplicação do anel de Feira de Santana.