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Saúde
Unicef lembra a importância do aleitamento materno
Quinta-feira, 03/08/2006 - 10:39

Brasília - Em um país em desenvolvimento, uma criança amamentada tem três vezes mais chances de sobreviver à infância do que uma criança que não seja amamentada, afirmou o Unicef,, por ocasião da Semana Mundial de Aleitamento Materno, celebrada de 1º a 7 de agosto.

"A Semana Mundial de Aleitamento Materno dá-nos uma oportunidade de defender uma maneira muito simples de salvar a vida das crianças", afirmou a diretora executiva do Unicef, Ann M. Veneman. "Embora as taxas de aleitamento materno estejam subindo nos países em desenvolvimento, estima-se que 63% das crianças com menos de seis meses de idade ainda não sejam adequadamente amamentadas. Conseqüentemente, milhões de crianças começam a vida em desvantagem".

A Semana Mundial de Aleitamento Materno é celebrada em mais de 120 países pelo Unicef, e seus parceiros, incluindo a Aliança Mundial para Ação em Aleitamento Materno e a Organização Mundial da Saúde. O objetivo é promover o aleitamento materno exclusivo durante os primeiros seis meses de vida, o que produz enormes benefícios para a saúde, fornecendo nutrientes decisivos, proteção contra doenças fatais, como a pneumonia, e estimulando o desenvolvimento e o crescimento. O aleitamento materno continuado após os seis meses, até os dois anos de idade ou mais, combinado com alimentação complementar segura e apropriada, é a melhor abordagem para a alimentação infantil.

No Brasil, a taxa de aleitamento materno exclusivo até o sexto mês ainda é muito baixa: 9,7%, segundo o último levantamento nacional feito pelo Ministério da Saúde em 1999.

Em 336 hospitais e maternidades brasileiros com o título Hospital Amigo da Criança, o direito ao aleitamento materno é garantido para todos os bebês, graças ao atendimento especializado de profissionais de saúde a gestantes e parturientes. A iniciativa foi implementada no Brasil em 1990, pelo UNICEF em conjunto com a Organização Mundial da Saúde (OMS) e o Ministério da Saúde. A amamentação deve ser iniciada já na sala de parto. Depois, o hospital deve prover acompanhamento e orientação para grupos de mães para a continuação do aleitamento materno exclusivo até o sexto mês.

Em um esforço para dar às crianças o melhor começo de vida possível, o Unicef,trabalha com mães em todo o mundo para assegurar que seus bebês sejam alimentados adequadamen-te. No Brasil, para incentivar o aleitamento materno exclusivo e apoiar mães e famílias no cuidado com seus bebês, o Unicef, utiliza o kit Família Brasileira Fortalecida, um instru-mento educativo que alcança milhões de famílias no País inteiro, com o apoio de agentes comunitários de saúde. Os profissionais de saúde recebem treinamentos e orientam as famílias sobre os cuidados com crianças de até seis anos. Gestantes recebem atenção especial.

A Semana Mundial de Aleitamento Materno 2006 assinala o 25º aniversário do Código Internacional para a Comercializa-ção de Substitutos de Leite Materno. Até agora, mais de 60 governos deram força de lei a todas ou muitas das disposi-ções do Código.

O Código visa a proteger e promover o aleitamento materno por meio da proibição de publicidade e marketing agressivo dos substitutos do leite materno, mamadeiras e chupetas. No Brasil, a lei nº 11.265/06 regulamenta a propaganda abusiva dos produtos que interferem na amamentação.

Apesar dos progressos alcançados desde que o Código foi adotado pela Assembléia Mundial da Saúde em 1981, per-anecem alguns desafios e o controle das violações ao Código não tem força suficiente em alguns países.

"É nos países em desenvolvimento, onde a subnutrição con-tribui para cerca de metade de todas as mortes de crianças menores de 5 anos, que vemos as piores conseqüências do descumprimento do Código," afirmou Veneman.

O aleitamento materno e a boa nutrição para as crianças são cruciais para a realização dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio, em particular os Objetivos relacionados com a sobrevivência infantil, tais como a redução em dois terços da mortalidade infantil dos menores de 5 anos até 2015 e a erradicação da pobreza extrema e da fome.

O Unicef, trabalha com parceiros, governos e comunidades para proteger e promover o aleitamento materno, apoiando a legislação nacional sobre alimentação de bebês e melhorando os cuidados pré-natais e pós-parto. Dar apoio ao aleitamento materno durante as emergências é também uma das grandes prioridades do Unicef,, quando a escassez de alimentos e nutrientes pode contribuir para a mortalidade infantil.

No Brasil, a Semana Mundial de Aleitamento Materno é coordenada pelo Ministério da Saúde desde 1999.

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