Brasília - O presidente da Comissão Parlamentar Inquérito (CPI) dos Sanguessugas, deputado Antonio Carlos Biscaia (PT-RJ), informou nesta quinta-feira que mais quatro parlamentares serão notificados pela comissão. Aroldo Cedraz (PFL-BA), Arolde de Oliveira (PFL-RJ), João Almeida (PSDB-BA) e Márcio Reinaldo Moreira (PP-MG).
Com a inclusão de João Almeida e Aroldo Cedraz, a Bahia está com uma equipe de peso para ser investigada: nove parlamentares.
Os novos nomes saíram de uma lista divulgada ontem pela Controladoria-Geral da União (CGU), na qual são citados autores de emendas que teriam beneficiado a empresa Planam em licitações para compra de ambulâncias. Biscaia advertiu, no entanto, que a CPMI deve ter cuidado para não perder o foco. O mais importante, segundo ele, é chegar ao resultado final.
"Não podemos ser surpreendidos a cada momento com novas indicações que dificultem o nosso relatório, pois a CPMI tem um objetivo determinado", ressaltou. "Isso não significa que não se deva apurar os fatos, mas, se a cada momento surgirem novos, poderá haver atrasos", explicou.
O deputado Fernando Gabeira (PV-RJ), um dos sub-relatores da CPMI, defende a inclusão, no relatório final da comissão, dos nomes relacionados pela CGU. "A CGU estabeleceu uma relação entre aqueles que apresentaram as emendas e a maneira como elas foram executadas. Compete à CPMI examinar se existe algum nexo entre eles e as fraudes em licitações, porque o ato em si de apresentar a emenda não constitui crime", ressalvou Gabeira. |