Washington - Milhares de norte-americanos morrem por ano devido a erros médicos evitáveis no diagnóstico e prescrição de medicamentos, segundo um relatório do Institute of Medicine.
O instituto, pertencente às National Academies, realizou o estudo a pedido do Parlamento e concluiu que podem ser prevenidos pelo menos um quarto dos erros terapêuticos, que matam entre sete mil e cinqüenta mil pessoas por ano.
Esses problemas, que acontecem em hospitais geriátricos e farmácias, afetam 1,5 milhão de pessoas por ano, indicou a fonte.
Segundo o relatório, elaborado devido à entrada em vigência, no ano de 2003, de uma lei sobre a assistência médica, os estabelecimentos de repouso para idosos cometem 800 mil erros por ano no país, enquanto as estruturas de assistência médica em hospitais e clínicas são consideradas culpadas por 530 mil.
Em 2005, foram pagos US$ 3,5 bilhões para sanar problemas de saúde provocados por esses casos de má prática da medicina, acrescentou o documento.
O texto menciona o caso de Betsy Lehman, uma jornalista sobre medicina e saúde do jornal Boston Globe que morreu em 1994 devido a uma overdose de medicamento.
"Quem trabalha no sistema médico sabe que esse é um problema grave e que não se faz nada para enfrentá-lo. E mais: na maioria dos casos, são silenciados", denunciou Charles Inlander, presidente da People's Medical Society.
Entre os motivos dos erros está a escrita incompreensível de muitos médicos, o que leva a erros na compra e consumo de medicamentos.