Mais de 50 mil iraquianos mortos desde a invasão dos EUA
Agência Lusa
Domingo, 25/06/2006 - 17:09
Washington - Pelo menos 50.000 iraquianos morreram de forma violenta, quase o dobro do que o número de vítimas reconhecidas pelos Estados Unidos, que lideraram a invasão do Iraque, em Março de 2003, escreve hoje o Los Angeles Times.
O jornal norte-americano, citando dados do necrotério de Bagdá, do Ministério da Saúde e de outras agências locais iraquianas, adianta que o número de mortos poderá ser ainda superior, uma vez que houve "lapsos graves" nos registros durante o primeiro ano do conflito.
O número avançado pelo Los Angles Times - 50.000 mortos, mais 20.000 do que o número de vítimas reconhecidas por Washington - inclui majoritariamente civis, mas também alguns elementos das forças da segurança e rebeldes.
Responsáveis iraquianos afirmam que em algumas regiões do país verifica-se uma contagem grosseira (numa estimativa por baixo) dos mortos, e confessam a dificuldade em avançar com números fiáveis, especialmente em zonas com alto índice de violência, como a província oriental de Al-Anbar, refere o diário.
O Ministério da Saúde precisa, segundo o jornal, que os números não incluem as três províncias semi-autônomas do norte porque os responsáveis curdos não fornecem essa informação a Bagdá.
Uma visita à morgue de Bagdá confirma - segundo autoridades iraquianas citadas pelo Los Angeles Times - que a maioria das vítimas foram executadas e muitas torturadas a julgar pelos sinais de mutilação, queimaduras, espancamento, estrangulamento e decapitação.
Washington estima em 30.000 o número de mortos iraquianos desde a queda do ex-presidente Saddam Hussein, indicando também que pelo menos 2.520 soldados norte-americanos morreram desde o início da guerra no Iraque, segundo o diário.