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Barradão: Estádio mudou a história do futebol baiano.
Sexta-feira, 02/06/2006 - 13:09

Embora parte da imprensa tente ignorar, o fato é que o Barradão é o grande “divisor de águas” do futebol baiano


Marcelo Bastos,
da Redação do JM

A torcida do Vitória está magoada. Nos últimos dois anos, o rubro-negro baiano só acumulou fracassos. Caiu da primeira para a segunda divisão, depois para a amaldiçoada terceirona e, se já não bastasse, viu o tão sonhado e inédito pentacampeonato baiano escapar. Mas nada machucou tanto os rubro-negros nos últimos dias que o editorial "A vergonha do Barradão" publicado segunda-feira passada em um jornal local. No artigo, o Estádio Manoel Barradas – o maior e mais valioso patrimônio do clube – foi tripudiado, desprezado, menosprezado. Exageros e injustiças à parte, o texto teve um mérito: de mexer com os brios da torcida.

Arquivo/JM
Uma legião de rubro-negros saiu em defesa de seu estádio em centenas de mensagens de protestos. Algumas delas recheadas de ódio e revolta, outras tantas belas declarações de amor ao velho Vitorinha. Adson Marques, de Feira de Santana, escreveu para o Barradão Online (www.barradaoonline.com.br):

“Sou freqüentador do Barradão há muitos anos, e hoje, por morar em Feira de Santana, não compareço ao estádio com a mesma assiduidade. Mas quando lá estou, me sinto em casa”. A Associação Vitória Forte (www.vitoriaforte.org.br) também protestou: “Que há rejeição por parte dos adversários em relação ao Barradão, não é novidade, afinal lá foi o palco da mudança de hegemonia no estado. Foi lá que o Vitória foi campeão em 9 dos últimos 12 campeonatos estaduais. Foi lá que conquistamos um inédito tri e um inédito tetra invicto, onde aplicamos goleadas em inúmeros times nacionais”.

Embora parte da imprensa tente ignorar, o fato é que o Barradão é o grande “divisor de águas” do futebol baiano. Seu maior mérito foi ter acabado com o monopólio das conquistas e das vitórias do Bahia. Antes dele, a torcida rubro-negra tinha que esperar sete, oito, dez longos anos para comemorar um título baiano. Ganhar do arquirival então “só de caju em caju”.

Hoje, tudo isso virou uma rotina. Nada mais natural e saudável. Sempre funcionou assim em outros estados com dois times grandes, a exemplo de Minas e Rio Grande do Sul. Mas na Bahia, não. A rivalidade só existia no papel e para benefício tricolor. Um ex-presidente do clube costumava repetir em entrevistas: “Jogar contra o Vitória é muito bom. A gente ganha títulos e dinheiro”.

Jogar no Barradão é um direito inquestionável do Vitória. Assim como é legítimo que o Náutico prefira disputar os clássicos pernambucanos nos Aflitos em vez do Arrudão, que o Santos despreze o suntuoso Morumbi em nome da Vila e que o Vasco queira atuar sempre em São Januário, abrindo mão do maravilhoso Maracanã. Estádios menores é verdade, alguns deles localizados na periferia, mas que têm a alma de seu dono. Mais que isso: são bem mais cuidados, confortáveis e preservados por seus torcedores como se fossem uma extensão de sua casa.

O Barradão é o orgulho maior dos rubro-negros e só mesmo quem só foi lá uma vez não consegue enxergar a sua consolidação. Os torcedores mais velhos acompanharam de perto sua construção e sabem o enorme sacrifício e, por isso, tanto respeito por cada lance de arquibancada. Já os mais jovens, com 15, 18 anos, bem estes podem ser chamados de “Geração Barradão”. Praticamente só viram o Vitória jogar em seu estádio e ganhar títulos, muitos títulos. E vencer o grande rival inúmeras vezes. Pelo bom e belo campo do Manoel Barradas desfilaram uma seleção de craques como Petkovic, Dida, Bebeto, Leandro, Fábio Costa, Edilson, Adailton, Vampeta, Dudu Cearense, Ramon Menezes, Adoilson, Júnior, entre tantos outros. Como não se orgulhar disso tudo? Como não se ofender com os comentários injustos?

Salvador seria mais bela e justa se existissem vários outros "Barradões" espalhados pela periferia da cidade. Bendito seja o Barradão para o povo de Canabrava. É bom não esquecer: antes do estádio do Vitória aquela era a área da cidade certamente mais ignorada, esquecida e menosprezada pelos poderes públicos estadual e municipal. No lixão de Canabrava, homens, mulheres e crianças – no mais absoluto estágio de miséria - disputavam restos de comida com porcos, ratos e urubus, em uma cena deprimente e típica de país de quinto mundo.

A transformação do local foi excepcional e em grande parte estimulada pela construção do estádio rubro-negro. Pra início de conversa, não existe mais lixão e sim usinas de reciclagem de lixo. As ruas estão asfaltadas, há esgotamento sanitário e mais linhas de ônibus. O comércio prosperou. Em dias de jogos do Vitória é uma festa: gente simples fatura uma boa grana tomando conta de automóveis, os bares ficam cheios. Em outras palavras: há mais renda circulando na região. Sem o lixo, a qualidade de vida das pessoas melhorou radicalmente. Hoje, próximo ao Barradão, estão sendo construídos inúmeros conjuntos habitacionais financiados pelo Governo do Estado e pela Caixa Econômica Federal. Prova de que o local é bom não apenas pra jogar futebol, mas também pra se morar com dignidade.

Por essas e outras, viva o Barradão!

A história do Estádio Manoel Barradas
o
É em seu estádio - maior patrimônio de um clube do futebol baiano - que a família rubro-negra se encontra
Data de Inauguração: 11/11/1986.

Partida de Inauguração: Vitória 1x1 Santos (SP).

Primeiro gol marcado: Dino (Santos).

Pontapé inicial: Manoel Tanajura Filho (Presidente do Conselho Deliberativo).Direção do Clube: José Rocha, Nilton Sampaio, Beto Silveira e Pedro Godinho.Comissão de Inauguração: Pedro Godinho, Luis Laranjeiras, Lev Smarcevski e João Borges "Bogê".

Sócios Construtores: Alex Portela, Manoel Barradas, Manoelito lima, Raimundo Rocha Pires, Benedito Dourado da Luz, Alfredo Miguel, Álvaro Lemos, Jorge Correa Ribeiro, Luis Catharino Gordilho, Paulo Magalhães, Márcio Mont'Alegre, Sinval Vieira Filho, Luis Almeida Filho e Luis Augusto.

Custo da obra: Cz$ 46.137.229,00 (base:novembro/1986).Capacidade Inicial: 40.200 lugares (anunciado na época da inauguração pela diretoria do clube).

Data de Reinauguração: 25/08/1991.Partida de Reinauguração: Vitória 1x1 Olímpia (Paraguai).Pontapé inicial: José Rocha (Ex-Presidente do Esporte Clube Vitória).Direção do Clube: Paulo Carneiro.Custo da obra: CR$ 100.000.000,00 (base:agosto/1991).Capacidade Atual: 45.000 lugares (anunciada 50.000, foi reduzida por questões de segurança).

Primeira Partida Oficial: 15/09/1991 - Vitória 4x0 Serrano (BA).Inauguração dos Refletores: 01/10/1994 - Vitória 2x0 Náutico (PE).

Maior Público - 07/05/00 - Vitória 2x0 Juazeiro (BA) - O total de pessoas presentes, computado nas "catracas" do Barradão foi de 51.200. O Vitória sagrou-se Campeão do 1º turno do Campeonato Estadual.


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