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Trabalho
Plano de carreira é impasse na greve do INSS
Quarta-feira, 31/05/2006 - 19:53

Brasília - Os sindicalistas que representam os funcionários do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) em greve reconheceram que um dos itens da pauta de reivindicações já foi atendido. O diretor da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Seguridade Social, Pedro Totti, afirmou que o reajuste salarial previsto no acordo de paralisação do ano passado foi cumprido pelo governo. No início da greve, os funcionários chegaram a dizer que o item não tinha sido atendido. Outro ponto, a adoção do plano de carreira está em discussão com o governo. Apesar disso, os funcionários do INSS fizeram a greve como forma de pressionar a aprovação do plano até o dia 30 de junho, conforme o acordo que acabou com a greve de 2005.

"Na Previdência Social, do ponto de vista financeiro, o acordo foi cumprido no começo de janeiro. Em relação à discussão da carreira, nós estamos a seis meses fazendo discussão e não tivemos, até o momento, nada do ponto de vista prático sendo elaborado", afirmou o sindicalista. "Após o dia 30 de junho é Copa do Mundo, e depois eleição. O Congresso não vai fazer nenhuma votação. O que nos preocupa é que a gente não consiga fazer a elaboração do projeto de lei da carreira e aí a categoria ficaria a ver navios."

O presidente do INSS, Valdir Moysés Simão, respondeu que o acordo feito com os funcionários na paralisação do ano passado está sendo rigorosamente cumprido. De acordo com ele, os servidores estão recebendo o reajuste previsto no acordo assinado em 27 de setembro de 2005. Simão disse ainda que "o plano de carreira está em dia e que o governo está fazendo reuniões constantes com o movimento para a elaboração dele". O prazo para a aprovação, na negociação de 2005, termina em 30 de junho, podendo prorrogá-lo por mais 30 dias.

Segundo Pedro Totti, os funcionários em greve também reivindicam o aumento do número de servidores nas agências da Previdência Social que tiveram o horário de atendimento ampliado. "O aumento do horário de atendimento na previdência, que nós achamos uma medida correta, tem causado transtornos nos locais de trabalho porque que não foi ampliado o efetivo de servidores e também não foram dadas as condições adequadas, principalmente, computadores e segurança nas agências", explicou.

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