Salvador - Uma em cada 650 crianças negras que nascem em Salvador é vítima de anemia falciforme, uma doença genética letal e a mais comum nesse segmento da população. Desde a implantação do Grupo de Trabalho (GT) Saúde da População Negra, reunindo profissionais das secretarias municipais de Saúde e da Reparação, doenças, como a anemia falciforme, vêm recebendo maior atenção. Para aprofundar os conhecimentos sobre a moléstia, difundindo-os entre todos os servidores da Saúde, será realizada, de 3 a 7 de outubro, a Semana Municipal de Capacitação sobre Anemia Falciforme.
No encontro será apresentado aos profissionais de saúde, entidades do movimento negro e outros interessados, o Programa Municipal de Anemia Falciforme, que reúne ações de atenção aos portadores da doença, de acordo com princípios estabelecidos pelo Sistema Único de Saúde – SUS.
A abertura da Semana, na segunda-feira (dia 3), às 18h30, na Faculdade de Medicina da Universidade Federal da Bahia, no Terreiro de Jesus, contará com a presença do prefeito João Henrique; do secretário de Saúde, Luís Eugênio; do secretário da Reparação, Gilmar Santiago; da coordenadora do GT Saúde da População Negra, Denise Ribeiro; e da representante da Associação Baiana de Portadores de Doenças Falciformes (ABDFAL), Maria Cândida, que também integra o GT. Na oportunidade será assinado o decreto que regulamenta o Programa de Anemia Falciforme, seguido de debates sobre a importância do Programa. Na terça-feira (dia 10), das 8h30 às 18 horas, no mesmo local, haverá a capacitação dos profissionais das unidades básicas de referência.
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