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Violência
Ex-funcionária do Caje diz que práticas de tortura são comuns
Sexta-feira, 30/09/2005 - 11:29

Brasília - As denúncias de tortura dentro do Centro de Atendimento Juvenil Especializado (Caje), em Brasília, divulgadas no último dia 20, apresentam novidades. Após o afastamento de servidores, ex-funcionária da instituição afirma ser comum os adolescentes sofrerem agressões e os responsáveis por isso são os policiais.

Segundo a antiga agente e também integrante da Associação de Mães, Pais, Familiares e Amigos de Adolescente em Risco (AMAR), já está se tornando corriqueiro ver internos algemados em grades e celas no local, como forma de controlar a "bagunça".

Joana, afastada do Caje por questões administrativas, cita a violência, tanto física como psicológica, como prática constante no Centro. Os dois casos divulgados nas últimas semanas seriam apenas uma amostra disso.

Na madrugada do dia 5 de setembro, Luciana, ao reivindicar que seu televisor continuasse ligado, teria algemada pelo Policial Militar Darimário Gomes Brás com os braços abertos.

Na ocasião, segundo relatório elaborado pela instituição, estavam presentes, ainda, três monitoras responsáveis pela Ala Feminina. Darimário não nega ter prendido a menina, mas não em forma de cruz, como foi acusado. O fato revela não apenas um grave caso de agressão, mas também demonstra a fragilidade do sistema prisional do Centro.

Imobilizada, Luciana ficou à mercê de provocações de outras internas. Segundo ocorrência do dia 31 de agosto, estas já haviam se confrontado fisicamente com a adolescente. Nas 5 horas em que ficou presa, a jovem teria sido alvo de gozações. Além de ter sido atingida por sabonetes, suco, água, saliva e urina, que foram jogados pelas mesmas garotas.

A menina só teria sido solta pela manhã, quando foi feita a troca da segurança. A direção, ao saber do ocorrido, abriu sindicância de investigação do caso. Após concluída, o Caje apresentou o Policial Militar à Sub-secretaria do Sistema Penitenciário e trocou para o turno diurno as três monitoras, para ficarem em observação. Segundo a diretora da instituição, Iolete Maria Macedo de Carvalho, não apenas o policial agiu de forma errônea, mas também as agentes, pois não tomaram providência para soltar a menina e evitar que se tornasse alvo das agressões por parte de outras internas.

Questionada sobre a prática de algemar adolescentes, a responsável pelo Centro diz não haver outra forma de conter agitações e o uso de algemas se fazer como única alternativa. O único culpado pelo acontecido, segundo a ex-funcionária, é o Policial. Já que, de acordo com ela, existe no Caje uma hierarquia onde as monitoras apenas cumprem ordens. Joana afirma, também, que Darimário, ao algemar a interna, teria assumido a responsabilidade de seus atos mas, após as denúncias, houve um complô para as funcionárias serem culpadas.

"Eu conheço as agentes que estavam lá e sei que elas nunca nem levantaram a voz para as meninas, seria impossível elas fazerem isso" conta. A ex-funcionária diz ainda que "quem manda no Caje é a polícia civil, monitor não tem voz ativa".

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